Trump diz que deixará Casa Branca se vitória de Biden for confirmada no Colégio Eleitoral

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Foto: AP Foto/Patrick Semansky
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O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que deixará a Casa Branca se Joe Biden for confirmado oficialmente como o vencedor das eleições, mas repetiu que pode nunca não admitir a derrota.

Trump liderou uma empreitada sem precedentes ao contestar os resultados da eleição de 3 de novembro, espalhando teorias insanas sobre cédulas roubadas e lançando contestações legais sem fundamento que foram rejeitadas por tribunais de todo o país.

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Ao responder às primeiras perguntas de jornalistas desde a eleição, o presidente chegou mais perto de aceitar que teria apenas um mandato antes da posse de Biden, em 20 de janeiro.

Quando perguntado se deixaria a Casa Branca caso o Colégio Eleitoral confirme a vitória de Biden, Trump respondeu: "Certamente irei. E vocês sabem disso".

Mas, "se o fizerem, terão cometido um erro", afirmou, acrescentando que "será uma coisa muito difícil de admitir".

"Esta foi uma grande fraude", declarou Trump sobre o resultado da eleição, novamente sem fornecer qualquer evidência.

Durante a coletiva de imprensa nesta quinta, feriado de Ação de Graças, ele comparou a infraestrutura de votação dos Estados Unidos à "de um país do terceiro mundo".

Mais cedo, no Twitter, Trump afirmou que "esta foi uma eleição 100% manipulada". Na quarta-feira, o mandatário republicano incentivou seguidores do partido a "reverter" os resultados.

O presidente eleito Biden disse na quarta-feira que os americanos "não aceitarão" tentativas de sabotar o resultado da eleição.

Com sua relutância em ceder a Biden, Trump, que quebrou inúmeras regras em seus quatro anos no cargo, parece estar moldando seu terreno político.

Apoiadores do presidente de 74 anos sugerem que ele já está considerando anunciar que se candidatará à presidência em 2024.

Entre suas várias reclamações sobre as eleições está a de que as urnas removeram deliberadamente milhões de seus votos, apesar das autoridades eleitorais dos Estados Unidos afirmarem que foram as eleições "mais seguras" da história do país.

Após pressão de líderes influentes de seu partido, Trump acabou dando avalo para iniciar oficialmente a transição para a mudança de comando, o que implica permitir que Biden tenha acesso a todas as informações de que precisa.

Já Biden apresentou oficialmente suas equipes para a diplomacia e segurança nacional e disse que "a América está de volta, pronta para liderar o mundo."

"Esses servidores públicos restaurarão a liderança moral e global da América", garantiu o líder democrata de 78 anos, ao apresentar os colaboradores.

Biden disse que em seus primeiros 100 dias na Casa Branca se dedicará a combater a crise da covid-19, eliminando as políticas de Trump que considera "prejudiciais" ao meio ambiente e propondo leis que ofereçam a milhões de residentes sem documentos um caminho para a cidadania.

***Da AFP