Dois meses após incêndio na Cinemateca, governo divulga quem fará gestão do local

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Fachada da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Fachada da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Sociedade Amigos da Cinemateca, a SAC, foi selecionada pelo edital do governo federal para gestão da Cinemateca Brasileira. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (18). O edital prevê um contrato de cinco anos com uma entidade privada sem fins lucrativos.

A decisão é preliminar —o edital dá 15 dias para que concorrentes entrem com recurso. Ainda assim, a expectativa é que a SAC assuma de fato a gestão. A entidade já vinha entrando em contato com antigos funcionários da Cinemateca, desde setembro, pelo menos.

No fim de julho deste ano, um incêndio atingiu o galpão da Cinemateca na Via Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. A instituição estava sem técnicos monitorando seu acervo há pelo menos um ano, quando o governo federal demitiu funcionários dali após o fim do contrato de gestão que mantinha com a Acerp, a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. Num imbróglio envolvendo o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, o governo parou de repassar recursos para a Acerp.

Com a repercussão do incêndio, o secretário especial da Cultura, Mario Frias, tratou de logo publicar um edital de gestão.

No início do ano, em caráter emergencial, a Sociedade Amigos da Cinemateca foi escolhida para gerir a Cinemateca. O governo Bolsonaro, porém, não assinou convênio com entidade gestora, conforme tinha anunciado.

O resultado vem depois de um ano e dois meses desde que o governo federal tomou para si a gestão direta da Cinemateca, em ação que teve presença da Polícia Federal —até então a instituição era gerida pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, entidade privada que afirmava não receber os repasses previstos no contrato.

Em maio deste ano, a Justiça Federal deu prazo de 45 dias para que o governo provasse que estava trabalhando para garantir a conservação do material guardado na Cinemateca Brasileira e que está atuando para retomar o conselho da entidade, principal instituição de preservação do audiovisual brasileiro.

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