GNT lança documentário com olhar sobre a velhice: “Discutir os valores”, diz diretor

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Zezé Motta, Adalgisa Campos, Lorna Washington, Lucia Coelho e Sebastião Januário são alguns dos personagens de “Prateados – A vida em tempo de madureza” (Fotos: Divulgação)
Zezé Motta, Adalgisa Campos, Lorna Washington, Lucia Coelho e Sebastião Januário são alguns dos personagens de “Prateados – A vida em tempo de madureza” (Fotos: Divulgação)

Ao mesmo tempo que a sociedade atual volta seu olhar e interesse para os millenial’s, jovens empreendedores e uma geração mais conectada e aberta, a maturidade nunca foi tão essencial. As vivências de pessoas 60+ são o tema do documentário “Prateados – A vida em tempo de madureza”, que estreia no GNT e na Globoplay na próxima segunda-feira (27).

“Prateados” é sobre vários tipos de velhices. Nossa proposta é discutir os valores trazidos com a maturidade. Sem falsa modéstia, é um convite para ressignificar a velhice. A prata é um metal nobre e lembra o tom grisalho dos cabelos, assim fazemos uma alusão aos valores do envelhecimento”, conta o diretor Valmir Moratelli.

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O filme conta com Zezé Motta, Tonico Pereira, Romeu Evaristo, Noca da Portela, Adalgisa Campos, Sebastião Januário, Lucia Coelho, Lorna Washington entre outros personagens. “O maior desafio foi filmar num momento em que a vacina ainda não tinha chegado ao país. Fizemos o filme com equipe reduzida para evitar aglomeração, optamos por locações arejadas...”, reforça.

Produzido em 14 meses, o trabalho conta com a co-direção e co-roteiro de Libário Nogueira e produção executiva da Libas Produções. A distribuição é do GNT e Globoplay. “Há muitas cenas abertas para manter distanciamento, algumas de dronner. Também tivemos que repensar a fotografia do filme”, relata.

Para registrar as histórias de pessoas mais velhas, Valmir buscou na memória sua relação com mais velhos. “Quem tem avós tem uma biblioteca em casa! Tive a oportunidade de conviver com a maior parte dos meus até a adolescência. Perdi minha avó materna há nove anos, ela era muito empolgada com tudo que eu fazia. De alguma forma, essas lembranças me ajudaram a pensar a narrativa do ‘Prateados’”, avalia.

Com estreia marcada para a meia-noite da próxima terça-feira (28), o registro entra na Globoplay em seguida e pretende capilarizar as vivências da maturidade. “Minha percepção tem sido a de entender velhice no plural, não existe só uma compreensão do que é ser velho. Mulher, homem, gay, pobre, rico, negro, carioca, capixaba... cada recorte traz uma percepção sobre a passagem do tempo”, aponta.

“E junto a isso há valores que devem ser resgatados. Há algo muito significativo sobre nossa sociedade ao percebermos que a maioria dos idosos brasileiros é branca. Só seremos um país igualitário, quando todos tiverem o mesmo direito de envelhecer”, conclui.

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