Doação de órgãos: entenda o assunto que voltou à tona com a morte do Gugu

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(Reprodução/Instagram/@guguliberato)
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Doar órgãos nem sempre é uma decisão fácil. Não só para o doador, mas para a família, que por motivos variados optam pelo ‘não’ no momento da decisão após a morte do doador. O falecimento prematuro do apresentador Gugu Liberato, que teve seus órgãos doados, trouxe ao debate a importância do ato de doar.

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O número de doadores tem aumentado com o passar dos anos, mas ainda há 32 mil pessoas cadastradas para receberem doação: 15 mil só no Estado de São Paulo, segundo o RBT (Registro Brasileiro de Transplantes). Apesar do primeiro semestre de 2019 ter registrado crescimento, as taxas de doador efetivo e de transplante de rim, fígado e pulmão, ainda estão abaixo das obtidas em 2018.

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Quem pode doar?

Em teoria, qualquer pessoa pode vir a doar órgãos. Há alguns critérios mínimos que impedem a doação como causa da morte e se a pessoa é ou foi portadora de doença infecciosa, ou câncer. Pela lei brasileira, parentes até o quarto grau e cônjuges podem autorizar uma doação de órgão sem a necessidade de autorização judicial. Para não parentes, somente com autorização da justiça.

Pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis não podem doar. Pessoas com doenças mentais que não possuem capacidade intelectual suficiente para decidir por si também não podem ser doadores em vida, bem como grávidas. Há a exceção, nesses casos, para a doação de medula.

Quais órgãos podem ser transplantados?

Coração, fígado, intestino e outras vísceras, pâncreas, pulmão, rins, córneas, ossos, válvulas, pele e medula. Em vida, é possível doar rins, e até 30% do fígado, que se regenera posteriormente, além da medula óssea e parte do pulmão.

Por que avisar a família?

É fundamental comunicar a familiares o desejo de ser um doador. Isso porque a palavra final, em casos de morte encefálica, é deles. A morte encefálica, como foi o caso do apresentador Gugu Liberato, para quem não sabe, é quando o cérebro para de funciona, mas o coração continua pulsando e irrigando sangue para os outros órgãos, o que permite que eles permaneçam vivos para serem doados.

Em caso de doação pós-morte, após a autorização familiar, são realizados procedimentos para identificar quais órgãos poderão ser doados e quem irá recebê-los. “São realizados testes de compatibilidade entre doador e potenciais receptores. Quando há indicação de transplante, o doador é inscrito em uma lista única que é atualizada periodicamente para que órgãos doados sejam alocados conforme a necessidade e a compatibilidade dos receptores”, explica a médica Vanessa Prado, médica do Centro de Especialidades do Aparelho Digestivo do Hospital Nove de Julho, membro da SBCD (Sociedade Brasileira de Cirurgia do Aparelho Digestivo) e da SBC (Sociedade Brasileira de Coloproctologia).

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A morte de Gugu Liberato trouxe ao debate a importância do assunto (Getty Images)

Quantas vidas são salvas por meio da doação?

De acordo com o Ministério, 1 doador pode salvar pelo menos 8 vidas.

O corpo do falecido fica desfigurado?

É bom ressaltar: a doação de órgãos não mutila o corpo do doador. A cirurgia é feita cuidadosamente, da mesma forma que seria feita em vida. E o corpo pode ser velado depois normalmente.

Como funciona a lista de espera?

Antigamente a doação era feita por ordem de chegada: quem estava no início da lista era o próximo. Agora, pessoas com doenças mais críticas são prioridade, evitando que indivíduos morram esperando pela doação.

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