Disney anuncia mais três filmes Star Wars até 2026. Mas será que precisa?

(Imagem: divulgação Disney)

O final da saga do clã Skywalker no ‘Episódio IX’, que estreia em dezembro, não vai significar a conclusão definitiva da franquia ‘Star Wars’ nos cinemas. Na verdade, mal vai dar tempo para o público sentir saudade. A Disney, dona dos direitos da saga, confirmou nesta terça-feira mais três datas para títulos com a marca: 16 de dezembro de 2022, 12 de dezembro de 2024 e 18 de dezembro de 2026.

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Ainda não foi anunciado se os próximos filmes previstos formarão uma nova trilogia, ou se serão projetos com histórias paralelas, como os recentes ‘Rogue One’ e ‘Solo’. Fato é que o estúdio não está disposto a abrir mão do potencial de faturamento sobre a gigantesca legião de fãs da história originalmente criada por George Lucas.

O problema é que até mesmo a aceitação deste público fiel vai gradativamente ficando ameaçada, com os desgastes de expandir de forma contínua esse universo.

Entre a conclusão da trilogia original, em 1983, com ‘O Retorno de Jedi’, e o lançamento de ‘A Ameça Fantasma’, em 1999, que marcou o início das três prequels, foram dezesseis anos. Tempo suficiente para fazer o culto à franquia crescer e gerar expectativa para descobrirmos como Anakin se tornou Darth Vader e toda a história daqueles icônicos personagens começou.

Entre ‘A Vingança dos Sith’ (2005) e ‘O Despertar da Força’ (2015), o intervalo caiu para dez anos. Desde então, são quatro anos seguidos com alguma produção com a marca ‘Star Wars’ chegando aos cinemas. É a banalização de algo que sempre foi vendido como mágico, épico.

Bilheterias em queda e críticas dos fãs

Cena de 'Solo', lançado no ano passado e com desempenho pífio para os padrões 'Star Wars'. (Imagem: divulgação Disney)

As próprias bilheterias apontam para esta saturação. ‘O Despertar da Força’ rendeu US$ 2,066 bilhões, enquanto seu sucessor, ‘Os Últimos Jedi’ (2017), alcançou pouco mais da metade disso, com US$ 1,321 bilhões. Além disso, o último longa polarizou opiniões da base de fãs como nunca, a ponto de um grupo ter sugerido uma vaquinha virtual para refazer o filme.

Com os derivados, a derrocada foi ainda maior. ‘Rogue One’ (2016) teve até bom desempenho entre os críticos e chegou a US$ 1,056 bilhão nas bilheterias. Já ‘Han Solo’, lançado no ano passado, foi recebido sem empolgação pela imprensa e faturou US$ 392,9 milhões, o que pode ser considerado um fiasco para os padrões ‘Star Wars’.

O desempenho pífio do longa com o ator Alden Ehrenreich no papel que Harrison Ford eternizou colocou em xeque projetos até então aventados sobre as origens de figuras como como Obi-Wan Kenobi, Lando Calrissian e Boba Fett.

Outra interrogação para o futuro da saga é saber se os novos protagonistas, como Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega) tem apelo suficiente junto ao público para continuar carregando a franquia sem os Skywalker originais, que se despedem de vez este ano.

A Disney ainda pretende explorar o universo da galáxia muito, muito distante com atrações originais de seu serviço de streaming. A primeira, já anunciada, é ‘The Mandalorian’, que se passa entre a queda do Império e o surgimento da Primeira Ordem, introduzida em ‘O Despertar da Força’.

O estúdio sabe que sempre haverá uma parcela considerável disposta a pagar para ver mais de algo que ama. Mas vale lembrar a velha máxima: mesmo aquilo que é bom, quando demais, enjoa.