Disney é o estúdio que menos trabalha com afro-americanos

Tiana

Em comparação com as demais produtoras norte-americanas, a Disney é a empresa que menos preza pelos direitos igualitários de contratação laboral dos afro-americanos, conforme indica um estudo da Universidade do Sul da Califórnia.

A luta pela igualdade entre brancos e negros não parece ser uma prioridade na companhia, e, segundo a análise, a Disney é, a nível quantitativo, a pior entre as sete maiores produtoras cinematográficas na hora de contratar negros.

O estudo, intitulado “A inclusão na Cadeira do Diretor”, usou como amostra os 100 maiores longas de cada ano desde 2007 até 2016, e descobriu que a Walt Disney Pictures não empregou um único diretor negro em seus grandes filmes durante a última década.

A coautora da pesquisa, Stacy L Smith, contou à Variety: “Quando você olha para a indústria, ninguém está fazendo um trabalho maravilhoso e ninguém é um intérprete insuperável. Portanto, deve haver uma mudança no processo de contratação. Temos visto uma melhora nos ideais na indústria do cinema, mas não um esforço real para colocar isso em prática”.

Tiana e o sapo

A Lionsgate foi a produtora que mais contratou diretores negros nos últimos anos. Especificamente, foram 16, de seus 86 filmes; enquanto a Sony ficou em segundo lugar com 9 afro-americanos em 155 produções. A Warner, por outro lado, empregou mais mulheres do que o comum para dirigir seus longas (10 de 174), enquanto a Disney contou apenas com 5 mulheres e 4 diretores asiáticos durante o período.

A Disney já anunciou que Ava DuVernay irá dirigir ‘A Wrinkle in Time’, filme previsto para 2018.
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