Discurso de Bonner sobre mortes repercute: "Tapa na cara"

Bárbara Saryne
·4 minuto de leitura
Foto: Reprodução/Globo
Foto: Reprodução/Globo

William Bonner deu um “choque de realidade” em muitos brasileiros após falar sobre o número de mortos por Covid-19 no ‘Jornal Nacional’ desta quarta-feira (5). O discurso emocionante repercutiu nas redes sociais. Muitos usaram expressões como “tapa na cara” e “soco no estômago” para definir a sensação gerada pelas palavras do jornalista.

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“A garganta deu um nó com o discurso do Bonner no início do ‘JN’. Não são só números, são 8.536 filhos, pais, mães, avós, amigos... São mais de 8 mil mortos hoje, amanhã a gente nem sabe”, disse um internauta. “O que o Bonner disse no ‘JN’ foi um soco no estômago, mas um soco necessário. A quantidade de mortos pela pandemia de coronavírus fica cada vez maior e cada vez mais distante do que nos é palpável. Vamos nos brutalizando, insensibilizando. Tragédia sobre tragédia”, escreveu outro.

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Famosos e anônimos exaltaram a fala do jornalista. Em seu discurso, Bonner falou sobre a apatia da população e relembrou outras tragédias que comoveram o mundo nos últimos anos. “Você já nem deve lembrar, mas na quinta passada eram 5901 mortos. Os números vão aumentando desse jeito, cada vez mais rápido, vai dando saltos. Todo mundo está se acostumando porque são números. Um número muito grande de mortes de repente, em um desastre, sempre assusta. As pessoas levam um baque”, iniciou ele.

“Morreram mais de 250 pessoas em Brumadinho. É uma tragédia! Nos Estados Unidos, em 2001, morreram quase 3 mil nos atentados de 11 de setembro. Foram 3 mil assim, de repente. Mas quando as mortes vão se acumulando ao longo de dias e de semanas, como acontece agora na pandemia, esse baque se dilui e as pessoas vão perdendo a noção do que seja isso”, continuou.

O âncora do telejornal mais assistido do país ainda fez questão de falar sobre a importância daqueles que já se foram. Preocupado, ele afirmou que já não sabe qual será o “próximo número” divulgado. “8 mil vidas acabaram. Eram vidas de pessoas amadas por outras pessoas, pais, filhos, irmãos, amigos, conhecidos. Aí o luto dessas tantas famílias vai ficando só para elas porque as outras pessoas já não têm nem como refletir sobre a gravidade dessas mortes todas que vão se acumulando todo dia. Hoje são 8500. Amanhã a gente não sabe. Quando é assim o baque só acontece quando é um parente, um amigo, um vizinho ou uma pessoa famosa”, finalizou.

Confira as reações: