5 diretoras que estão dando uma cara feminina aos filmes pornôs

Conheça as mulheres que estão dando cara nova aos filmes e vídeos pornô (Getty Images)

Algumas das mulheres estão revolucionando a indústria pornográfica. Afinal, elas estão dirigindo, produzindo, atuando e fazendo filmes e vídeos pornôs com um olhar feminino para também ser visto pelas mulheres. Essa revolução no mercado do pornô é mundial, já que com o tempo percebeu-se que não é só pornografia hardcore que o público está interessado, e que há sim uma parcela menos conservadora que tem interesse em produções mais realistas e menos estereotipadas e machistas – já que a maioria dos conteúdos pornôs ainda são feitos sob a ótica masculina.

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Além disso, muitas mulheres também consomem conteúdo adulto e começaram a demandar por produções que realmente interessem a elas. As consumidoras brasileiras, inclusive, representam 35% de acessos em sites como o ‘PonHub’ e o ‘Redtube’, segundo uma pesquisa lançada pelo PornHub de 2017. Com cada vez mais mulheres falando abertamente sobre a sua sexualidade, surge uma nova era de realizadoras focadas no público feminino. São diretoras, produtoras e atrizes que resolveram realizar filmes e vídeos com olhar da sexualidade feminina e com foco no prazer real.

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Erika Lust é a expoente movimento 

A maior expoente do movimento, é a sueca Erika Lust – que abriu uma produtora de filmes, tem feito sucesso mundial e colecionando vários prêmios, inclusive. Erika Lust (na verdade, Erika Hallqvist) já estava cansada da mesmice dos vídeos tradicionais de pornografia quando resolveu iniciar uma carreira nessa área, mas com um olhar único que aliasse seu amor por cinema e a vontade de levar o ponto de vista feminino aos filmes. Criou então a Erika Lust Films, com produções sem temáticas cafonas e machistas, encenações exageradas e mulheres estereotipadas como protagonistas. 

Às vezes, ela até brinca com algum clichê, mas de forma irônica e com outra perspectiva. Ela traz como o foco o prazer mútuo, buscando e explorando o prazer sem pudores. A diretora costuma filmar em lugares elegantes, criando personagens contemporâneas e condizentes com a realidade, para não incentivar ilusões acerca do sexo. “Em todos os lugares, o mundo das mulheres está em debate. Todos os lugares debatem o universo feminino, menos na indústria da pornografia e isso deve mudar”, disse Erika durante seu Tedx em Viena:

Jully DeLarge foi atriz 

A brasileira começou na  indústria pornô como atriz e ainda participa atuando em alguns filmes, mas conheceu o site Xplastic, se identificou pelo fato de apresentarem a realidade individual de cada garota. Ela então resolveu montar uma produtora com seu marido, Tiago Nogueira, de alt porn (pornô alternativo) chamada Vida Libertina; Eles têm como foco o empoderamento da mulher e o prazer real dos atores. Em 2017, ela chegou a concorrer ao prêmio Sexy Hot como Melhor Atriz de um filme dirigido por ela mesma, o ‘Encontros e Fetiches’.

May Medeiros

Outra brasileira tem marcado seu nome na indústria pornográfica. May Medeiros não assistia a filmes pornôs até ser chamada por um amigo, em meados de 2010, para quebrar um galho na produção de uma feira de conteúdo adulto. A partir daí, começou sua carreira na área de conteúdo erótico. Ela ajudou em produção de exposições, contando com a ajuda da equipe da produtora pornô Luz Vermelha.TV. A parceria deu tão certo que May logo foi convidada para trabalhar com eles. Desde então, May é produtora e influencia as produções com seu ponto de vista feminino no casting e no conteúdo que vai para o ar nas marcas mais famosas da LuzVermelha.TV (Fita Safada e Xplastic), ela é também se tornou sócio-executiva e lida com questões burocráticas na empresa.

Tristan Taormino combina pornografia e educação sexual

Já a norte-americana Tristan Taormino faz um trabalho que combina pornografia e educação sexual. Ela ensina por meio de suas palestras, aulas, artigos, livros e filmes que, na prática, o sexo não deve ser abusivo com as mulheres como é na indústria pornô tradicional. Nos filmes dirigidos por Tristan, o sexo seguro e o empoderamento feminino estão sempre presentes em roteiros interessantes, com enfoque no orgasmo feminino – que é real. Bem real! Ela também é fundadora da Pucker Up, uma revista online sobre sexo, na qual suas produções estão disponíveis.

Anna Span gosta de cenas de sexo à três

A inglesa Anna Span (que na verdade se chama Anna Arrowsmith) dirige filmes voltados para o prazer e a liberdade da mulher, com produções em que ela também explora o sexo com outras mulheres — e também com ambos os sexos — mas sempre sem cenas forçadas e/ou voltadas só para o prazer masculino. Quase sempre seus filmes trazem sex toys e outros objetos, como comidas, para apimentar a relação. Também é bastante comum ela realizar filmes focados em sexo à três e até gang bangs — sexo com mais de três pessoas —, incluindo quase sempre as fantasias eróticas femininas.