Diretora de "Titane" levanta bandeira de filmes de gênero

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Diretora e roteirista Julia Ducournau

Por Hanna Rantala

LONDRES (Reuters) - A diretora e roteirista Julia Ducournau disse que a decisão da França de escolher seu título "Titane" como o concorrente oficial do país ao Oscar de melhor filme internacional mostra a mudança de atitude em relação a filmes de gênero em seu país.

O filme, que conquistou a Palma de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Cannes deste ano, se sobrepôs a sucessos de bilheteria e a outras produções aclamadas pela crítica.

"Sinceramente, eu não estava esperando isso. Não estamos em um país que valoriza muito os filmes de gênero", disse Ducournau, de 38 anos, em entrevista à Reuters.

"Durante muitos anos, ele foi desdenhado por não ser sério o suficiente ou valioso o suficiente e parece que agora existe uma consciência crescente de que filmes de gênero também falam muito sobre humanidade e individualidade de uma maneira profunda".

"Titane", o segundo longa-metragem de Ducournau, é uma história de terror que choca e conquista plateias com sua violência, uma cena de sexo entre a protagonista e um Cadillac vintage e temas de sofrimento, amor e gêneros.

"Quando se faz filmes como os meus filmes, sempre existe o medo de ser mal-compreendido ou mal-transcrito... fiquei muito gratamente surpresa com a mente aberta e a disposição de viver a experiência em todas as plateias que conheci", disse Ducournau.

"Este ano prova que não podemos continuar ignorando vozes femininas nas artes".

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