Diretor do terror 'Escape Room' se diz honrado com comparações a 'Jogos Mortais'

Imagem: divulgação Sony

Depois de virar moda em algumas cidades brasileiras, as escape rooms (salas nos quais os visitantes têm um tempo pré-determinado para solucionar mistérios e achar a saída) agora também ganharam o cinema. Em cartaz desde a última quinta-feira, o terror ‘Escape Room’ mostra um grupo de pessoas que se conhecem quando todos recebem um convite enigmático para visitar um estabecimento do gênero. Chegando lá, percebem que a aventura está relacionada com traumas que enfrentaram no passado e pode se tornar mortal.

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“Estamos sempre procurando por novas formas de entretenimento, muitos de nós estão entediados”, explica o diretor Adam Robitel, que falou com o Yahoo! durante passagem pela última CCXP, ao comentar sobre o interesse do público nesta novo espaço de lazer. “As escape rooms têm o fator de ser algo imersivo, como um videogame, todo aquele espaço é interativo. Remete àquela sensação infantil de medo no mundo real. E os que são bons são realmente caprichados no visual, cinematográficos.”

“Para os jovens que já viram de tudo, filmes são muito reativos, você está apenas assistindo, enquanto numa sala dessa você de fato vive uma experiência”, acredita o cineasta, que só foi colocar os pés numa sala do tipo ao receber o convite para comandar o filme.

Seus trabalhos anteriores também foram no terror, ‘A Possessão de Deborah Logan’ e ‘Sobrenatural: A Última Chave’. Para ele, o gênero oferece uma oportunidade do público lidar com temas como violência e morte de uma distância segura. “É a mesma coisa quando assistimos às notícias, ou vamos a uma corrida de carros nos quais todo mundo está meio que torcendo para ver um acidente”, compara. “Acho que todos temos medo e estamos lidando com nossa própria mortalidade. Filmes de terror nos ajudam a lidar com o medo de nosso fim iminente, de uma forma artística, pela qual podemos nos divertir. E seguir sobrevivendo.”

Para dar mais substância ao enredo, o roteiro também sugere que os personagens enfrentam outra prisão além daquelas salas: suas mentes atormentadas por culpas e traumas. “Fiquei bastante animado com a possibilidade de poder fazer com que cada personagem tivesse um passado traumático. E, no decorrer do filme, de alguma forma eles vão ficando mais fortes conforme lidam com algo que aconteceu anteriormente com eles”, diz Robitel.

Além de dar margem para que haja continuações, como é praxe na Hollywood atual, o desfecho de ‘Escape Room’ revela a figura de alguém que está por trás daquela brincadeira macabra, o que pode fazer com que muitos espectadores lembrem logo de Jigsaw, o vilão da franquia ‘Jogos Mortais’. A comparação não incomoda o diretor.

“Não é problema algum. Fico honrado. Mas ao mesmo tempo nosso filme não é gore, não há sangue, é mais um suspense. Sempre digo que Escape Room é como um brinquedo de parque de diversões: cada sala é um personagem com característica própria”, analisa. “De qualquer forma, se há essa comparação, estamos em boa companhia.”