Diretor e ator Peter Bogdanovich morre aos 82 anos

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Peter Bogdanovich dirigio "A Última Sessão de Cinema", considerada um clásico da chamada "Nova Hollywood" (AFP/GABRIEL BOUYS) (GABRIEL BOUYS)
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    Peter Bogdanovich
    Cineasta norte-americano (1939-2022)

Peter Bogdanovich, o aclamado diretor americano do clássico "A Última Sessão de Cinema" da chamada "Nova Hollywood", morreu aos 82 anos, informou nesta quinta-feira (6) o seu empresário.

Bogdanovich começou sua carreira como um influente crítico de cinema. Deu seus primeiros passos como diretor com "Na Mira da Morte", de 1968, antes de contribuir na redação do roteiro de "A Última Sessão de Cinema", sua ode aos Estados Unidos dos anos 1950.

O longa, ambientado em uma pequena cidade do Texas que enfrenta momentos difíceis, suscitou comparações com "Cidadão Kane". Obteve oito indicações ao Oscar em 1972, conquistando duas estatuetas.

"Estou arrasado. Era um artista grandioso. Nunca vou me esquecer da estreia de 'A Última Sessão de Cinema'", disse o cineasta Francis Ford Coppola, em um comunicado enviado à AFP.

"Lembro que, no final, o público se levantou e aplaudiu com entusiasmo por, facilmente, uns 15 minutos. Que ele descanse em paz durante a eternidade, desfrutando da emoção de nossos aplausos para sempre", acrescentou o diretor da saga "O Poderoso Chefão".

Depois de conquistar o sucesso no começo da década de 1970 com obras como a comédia "Essa Pequena é uma Parada", com Barbara Streisand, e "Lua de Papel", que rendeu à atriz Tatum O'Neal um Oscar aos 10 anos, a carreira de Bogdanovich entrou em declínio.

Além de estrear várias produções que foram consideradas fracassos, como "Daisy Miller" e "Amor, Eterno Amor", a vida pessoal do cineasta também passou por altos e baixos.

Bogdanovich teve um romance com a modelo da revista Playboy Dorothy Stratten, que foi assassinada por seu esposo antes que o diretor estreasse a produção "Muito Riso e Muita Alegria", na qual a 'playmate' fazia seu primeiro papel principal, ao lado de Audrey Hepburn.

Ele se casou com sua meia-irmã mais nova e entrou em uma ruína financeira. Depois disso, deixou Los Angeles e retornou a Nova York, sua cidade natal, onde voltou a escrever críticas de cinema.

Nos últimos anos, Bogdanovich teve alguns papéis na televisão e no cinema, como o de psiquiatra da terapeuta de Tony Soprano em "Família Soprano", e de um DJ em "Kill Bill", de Quentin Tarantino.

Bogdanovich nasceu em Kingston, Nova York, em 1939. A causa de sua morte não foi informada.

"Ele era um amigo querido e um campeão do cinema. Entregou obras de arte como diretor e era um ser humano genial", tuitou o cineasta mexicano Guillermo del Toro, vencedor de quatro prêmios Oscar em 2018 com "A Forma da Água", entre eles o de melhor filme e diretor.

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