Com apoio da “geração mimimi”, Linn da Quebrada tem a voz como aliada no “BBB”

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Se você é um usuário ativo das redes sociais, é bem possível que já tenha se deparado em algum momento com pessoas dizendo que a geração atual é a “geração do mimimi”, “nutella” e por aí vai. Geralmente, esse tipo de comentário é feito quando alguma minoria usa sua voz para reivindicar direitos, apontar preconceitos e exigir respeito básico.

Durante a primeira semana da nova edição do “Big Brother Brasil”, o volume de comentários do gênero aumentou expressivamente, principalmente em situações que envolvem Linn da Quebrada - cantora, atriz, artista e travesti.

Ela entrou na casa na última quarta-feira (19), e diferente da sua antecessora Ariadna Arantes, a primeira mulher trans a pisar na casa mais vigiada do Brasil, se apresentou dizendo ser travesti. Com todas as letras, ela bateu no peito e disse ser TRAVESTI.

Ao se apresentar para os outros participantes do jogo, Linn não teve o silêncio como resposta. Ela entrou no Big Brother como um ícone da comunidade LGBTQIA+. Comunidade essa que tem feito barulho quando a cantora é alvo de transfobia dentro da casa. E como ela tem sido alvo!

Ainda nas primeiras horas de confinamento, Linn precisou lidar com preconceitos entre os outros brothers, como erro de pronomes e uso de palavras pejorativas. Mas dessa vez, e diferente do que aconteceu há 11 anos, ela não foi silenciada. A dor de Linn foi ouvida pelo Brasil inteiro, e acima disso, foi respeitada.

Direitos e respeito

Há ainda quem diga que reclamar quando alguém erra um pronome ou apontar a transfobia em comportamentos seja algo que só uma “geração mimimi” possa fazer. No entanto, essa é a mesma geração que se articulou para a criação de leis de proteção de minorias, cresceu em volume e força e principalmente se cansou do silêncio que vitimou Ariadna - e tantas outras pessoas.

Essa é a geração que não aceita mais ser colocada para baixo, ter seus direitos violados e que vai sim, apontar toda e qualquer injúria. Se para você isso é mimimi, sinto muito!

Ariadna, por outro lado, entrou na vigésima primeira edição do BBB em uma posição mais acuada. Ela não falou sobre ser uma mulher trans até o momento da sua saída da casa, que aconteceu já na primeira semana do programa.

A revelação feita por ela após uma semana de confinamento - e revelada apenas quando ela cruzou a porta de saída - chocou tanto os participantes do reality, como o Brasil. Na época, Ariadna não tinha forças para se proteger contra os ataques que se sucederam.

Sua transexualidade foi motivo de piada no país, e chegou a estampar de forma ridicularizada a capa de um jornal importante do Rio de Janeiro, o Meia Hora. Há 11 anos, Ariadna precisou se esconder em um silêncio dolorido diante de um Brasil que não estava pronto para repensar sua própria transfobia. Não éramos a “geração mimimi”.

Onze anos se passaram, e Linn da Quebrada cruzou a porta do “BBB 22” pronta para dar continuidade em uma história que começou a ser escrita, em silêncio, por Ariadna. Ela chegou com a testa estampada com seu pronome, de peito protegido por seus ancestrais e com um Brasil torcendo por seu sucesso.

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