Qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

(Foto: Getty Images)

Por Natália Leão (@natileao_)

Você sabia que 15% da população adulta mundial tem dificuldade para engravidar, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)? Só no Brasil, são mais de 10 milhões de pessoas. Para ajudar casais com problemas de infertilidade, existem os Tratamentos de Reprodução Assistida (TRA) – e a boa notícia é que no mundo, cerca de 400 mil bebês nascem todos os anos por meio deles.

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“Com os avanços da medicina reprodutiva, existem diferentes técnicas e procedimentos disponíveis para o tratamento da infertilidade. Entre elas estão a indução da ovulação feita por meio de medicamentos; inseminação artificial e fertilização in vitro,” explica o especialista em medicina reprodutiva da clínica Nutrindo Ideias, Vinícius Stawinski. Saiba a diferença e os detalhes dos dois métodos mais comuns.

Inseminação Artificial

Nesse procedimento, que é o mais barato (o valor varia, mas começa por volta dos R$ 5 mil), o espermatozóide é colocado diretamente dentro do útero, diferente da relação sexual, quando ele teria que percorrer da vagina à trompa, passando pelo útero, um caminho bem maior para “nadar”.

Exatamente por “encurtar a viagem”, o método é Ideal para espermatozóides com pouca mobilidade. “A inseminação artificial é um procedimento bastante simples. Primeiro fazemos a estimulação do crescimento de 1 a 2 folículos ovarianos através de medicamento. Quando eles atingem o ‘período fértil’, o sêmen - que passará por um preparo - é colocado dentro do útero, para que ele mesmo percorra as trompas, encontre o óvulo e faça o embrião,” explica.

As únicas regras para a que tudo corra bem são que as trompas precisam ser permeáveis e o sêmen de qualidade. A chance de sucesso é de 12% a 15% por tentativa e não há limites para repetições

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Fertilização in vitro

No laboratório, o médico coloca o sêmen diretamente em contato com o óvulo em um tubo de vidro – e ali, no ambiente externo, acontece a fecundação. Na relação sexual ele precisaria percorrer as trompas para encontrar o óvulo. De 3 a 5 dias depois, o embrião fecundado é inserido no útero da mulher.

“Na fertilização in vitro, são utilizadas medicações durante 10 a 12 dias antes do procedimento para promover o crescimento de vários óvulos. Eles, então serão captados, através de aspiração guiada por ultrassom, fertilizados no laboratório, para formação de vários embriões in vitro, ou seja, fora do útero.

Após 3 a 5 dias, o médico avalia os embriões resultantes desse processo e realiza a transferência do embrião pronto para dentro do útero, apresentando chances de sucesso muito mais elevadas, de 30% a 50%”. Este procedimento é o mais caro, com valor inicial de R$ 30 mil.