Dia do Orgasmo: 10 fatos sobre o ápice do prazer sexual

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“A sensação mais louca do mundo: por um momento, sinto que não estou na terra nem no meu corpo”. A descrição é de uma das 160 mulheres que participaram desta pesquisa sobre como se sentem durante o orgasmo. Sim, são só alguns segundos… Mas tão deliciosos que o ser humano é capaz de passar horas suando em busca dessas contrações ritmadas e involuntárias.

  • A maioria das pesquisas afirma que o orgasmo masculino é mais curto que o feminino. Os homens ficariam cerca de 6 segundos no ápice do prazer e as mulheres, entre 10 e 20 segundos. Quanto mais você consegue suportar a tensão (vontade de gozar), maior a chance de o orgasmo durar mais.

  • Segundo o Guia dos Curiosos, um orgasmo pode gerar uma descarga elétrica de até 244 milivolts – cinco mulheres conseguiriam acender uma lâmpada!

  • Em média, os homens demoram entre 2 e 5 minutos de penetração para gozar no sexo. As mulheres levariam entre 10 e 20 minutos. Existem diversas explicações pra essa diferença de tempo, como o fato de que o organismo deles precisa bombear bem menos sangue pro pênis do que pro órgão sexual da mulher (sim, é mais complexo, embora você não “enxergue”). Fora isso, eles costumam ser mais concentrados, se conhecem melhor (leia-se masturbação), não têm vergonha de fazer e pedir o que gostam (porque não são reprimidos) etc.

  • De acordo com um levantamento do Prosex/USP, metade das brasileiras têm dificuldade de chegar ao orgasmo, contra 3,5% dos brasileiros. Os estudiosos na área de sexualidade afirmam que, para as mulheres, a forma mais fácil de chegar lá é na masturbação (já expliquei o motivo aqui). Em segundo lugar, no sexo oral e, só em terceiro, na penetração. O clitóris é infinitamente mais sensível que o canal vaginal!

  • Orgasmo e ejaculação são coisas diferentes, embora costumem rolar ao mesmo tempo. O orgasmo acontece no cérebro, a ejaculação é a contração que expulsa o sêmen. Por exemplo, se o cidadão gozou mais de uma vez num intervalo de horas, é super possível que ele tenha um orgasmo sem expelir nada porque o organismo não conseguiu repor o estoque. Ou, em alguns casos de ejaculação precoce, ele ejacula tão rápido que não dá tempo sequer de sentir o orgasmo.

  • As mulheres também podem ejacular. Embora o assunto ainda seja controverso, existem estudos apontando que glândulas internas do lado da uretra podem liberar jatos de um líquido (sem cheiro ou cor de urina) graças às contrações orgásticas.

  • Ao contrário dos homens, as mulheres podem ter múltiplos orgasmos se continuarem sendo estimuladas porque o organismo feminino mantém a excitação mesmo depois de gozar. Eles entram na chamada “fase de resolução”: o corpo relaxa totalmente pra voltar ao estado natural – precisa de um intervalo entres as ejaculações.

  • Por mais bizarro que pareça, dá pra ter orgasmos dormindo, meditando, praticando atividades físicas como andar de bicicleta e, acredite, até durante o parto normal.

  • A ciência já provou inúmeros benefícios do orgasmo pra nossa saúde. Ele libera hormônios e substâncias responsáveis pela sensação de prazer, satisfação, conexão emocional. Alivia dores de cabeça, reumáticas, menstruais, melhora o sono, reduz o estresse, deixa a pele mais viçosa etc.

  • Existe uma expressão francesa maravilhosa que define aquele momento depois do orgasmo como a “pequena morte”. Tanto porque a gente fica exausto quanto pelo vazio de já ter acabado. O melhor é que a gente morre gostoso e ainda sobrevive pra querer morrer de novo!

*Nathalia Ziemkiewicz, autora desta coluna, é jornalista pós-graduada em educação sexual e idealizadora do blog Pimentaria

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