Dia dos Pais: Machismo pode ser combatido em casa? Pais famosos comentam

Lucas Pasin
·7 minuto de leitura
Thammy, Fernando Rocha e Hugo moura com seus filhos (Foto: Reprodução / Montagem Yahoo)
Thammy, Fernando Rocha e Hugo moura com seus filhos (Foto: Reprodução / Montagem Yahoo)

Nos dias atuais, debates sobre a masculinidade tóxica se tornam cada vez mais importantes. Fala-se muito sobre a busca em direitos iguais, responsabilidade afetiva, e outros temas que falam bastante também sobre respeito e diversidade.

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Pensando nisso e aproveitando o Dia dos Pais, o Yahoo levanta o seguinte questionamento: como a nova geração de pais pode acabar com o machismo tóxico dentro de casa, na educação de seus filhos?

Para responder essa pergunta, convidamos diversos homens que estão diariamente mostrando seus filhos nas redes sociais, sejam eles meninos ou meninas, grandes ou pequenos.

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Segundo Thammy Miranda, pai de Bento, de sete meses, ser contra o machismo é algo que já faz parte da vida da família desde sempre.

Fernando Rocha, que comanda o podcast ‘Macho Detox’ no Yahoo, contou que descobriu o termo ‘sororidade’ (sentimento que une as mulheres em uma rede de solidariedade, empatia e companheirismo) recentemente, e que fez questão de ensinar isso ao seu pai, de 80 anos.

Pai da linda Maria Flor, o ator Hugo Moura, marido de Deborah Secco, conta que o melhor a se fazer para acabar com o ‘machismo tóxico’ é sentar e aprender com a filha, a deixando sempre livre para suas escolhas.

Confira o que os famosos responderam

Projota, papai de Marieva

Posso acabar com o machismo tóxico transmitindo ideais de igualdade, criando maneiras de ensinar aos nossos filhos o caminho da tolerância e do respeito. Promovendo o empoderamento de nossas filhas, e acabando com essa atitude enraizada de ensinar os meninos sempre a sexualizarem as mulheres, promovendo relações interpessoais saudáveis independente de gênero. Ensinando e explicando como as coisas aconteciam, e promovendo sempre a reflexão sobre seus privilégios. Além disso, permitindo que crianças sejam apenas crianças.

Babu Santana, pai de Babuzinho e Laura

“Ser pai é um desafio imenso que faz a gente até se questionar se é capaz. Porque não estamos criando um filho para nós, e sim para o mundo. E esse mundo é, sim, cruel, sobre tudo com os pretos, mulheres, deficientes, lgbts. Mas, sobre o machismo, algo também, estrutural, eu passo aos meus filhos as minhas crenças, corrijo falas e posturas que estejam erradas, educo eles. Quero que entendam que o diálogo, constante, é uma das formas de mudar o mundo. Até mesmo porque eu também não fui criado com esses discursos, então pra mim também é um aprendizado constante. Me vejo em desconstrução o tempo todo, e quero que meus filhos olhem para isso com muita positividade e necessidade.”

Duda Nagle, papai de Zoe Sato

“Antes de mais nada, qualquer comportamento tóxico tem que ser combatido. Fui criado por uma mulher muito forte, muito decidida e muito ativa na vida e no trabalho. E Sabrina também é assim. Então, minha filha já vai crescer com esses exemplos de mulheres de que ela pode tudo. E é isso que quero passar pra ela também. Não importa o que digam. Ela é livre pra ser o que ela quiser, ela não precisa seguir padrões, ela não tem que se preocupar com a opinião alheia.”

Thammy Miranda, papai de Bento

O Bento ainda é muito pequeno, porém aqui em casa o tema machismo já é muito conversado. O machismo não cabe na nossa vida, na nossa família. Com certeza aqui todos somos iguais. Todos somos capazes e podemos as mesmas coisas. É assim que meu filho será sempre criado.

Thiago Queiroz, criador do portal ‘Paizinho, Virgula’, pai de Dante, Gael e Maya

O que tenho feito de concreto é me desconstruir do machismo que existe em mim, algo que sempre existiu. E entender qual é o meu papel enquanto pai. Sou um pai que cuida da casa, que varre, que lava a louça, que cuida dos filhos, que coloca eles para dormir. Sou um pai que exerce o papel ativo de cuidar dos filhos. Digo isso porque a maior forma de aprendizado de uma criança é através do modelo. Por isso quando meus filhos me olham e encontram um pai gentil, que cuida deles, que é também vulnerável e chora quando se emociona, tudo isso os ajuda a entender que sou sensível, que sou um homem que não exerce masculinidade tóxica, que não exerce o machismo de uma forma tão intensa quanto a maior parte dos homens fazem.

Fernando Rocha, pai de Rafael e Pedro

Faço o podcast Macho Detox do Yahoo, e exerço uma função de muito orgulho para nós que somos jornalistas. O jornalismo é uma profissão que você tem a oportunidade de se educar enquanto exerce. Com relação ao machismo tóxico, tenho vivido aqui com meus filhos, mais com o mais novo que mora aqui em São Paulo, o Rafa, de 22 anos, uma oportunidade única de convivência que eu não teria em tempos longe da pandemia. E com isso percebo que estou a todo tempo sendo observado e vejo que meus exemplos servem de inspiração ou não para ele. Isso é uma responsabilidade contínua, como tem meu pai hoje com 80 anos perante a mim que tenho 50. Quero que meus filhos percebam o tanto que eles podem me ensinar em relação a uma convivência mais sadia, intensa, de troca com as mulheres. Outro dia perguntei ao meu pai o que era sororidade e ele não sabia. Eu soube há pouco tempo. Fiz questão de perguntar para o Rafa e ele me deu uma aula. E é nessa hora que eu deixo claro para eles que é também minha responsabilidade ser aprendiz. É importante aprender na relação com os outros e se transformar em pessoas melhores.

Hugo Moura, pai de Maria Flor

O mais importante é não atrapalhar o crescimento da minha filha. Os pais precisam sentar e ouvir quais são as demandas deles. Como pai de menina eu tenho muito mais a aprender do que a opinar e falar. Exerço esse papel de evitar o machismo tóxico quando não atrapalho o caminho da Maria Flor em direção à liberdade. É com ela que posso sentar e aprender sobre o assunto.

Jonathan Azevedo, pai de Matheus Gabriel

Feminismo, homens que choram e que são sensíveis são temas que sempre falo. Convivo com isso e por isso posso passar ao meu filho. Eu sou isso. Sou essa essência. Gosto de chorar, de me emocionar. Quando me alegra também me emociono. Por isso, essa liberdade de viver facilita que a gente tenha empatia e afeto pelo outro. E é isso que eu vivo e ensino ao Matheus.

Pedro Scooby, pai de Bem, Liz e Dom

Crio meus filhos mostrando para eles que todo ser humano tem o direito de ser e de fazer o que quiser, desde que seja para o bem. Crio eles dizendo que precisamos respeitar a todos. Minha casa sempre foi frequentada por todo tipo de pessoa e meus filhos sempre encararam isso com muita naturalidade. É o respeito que eu tanto ensino. Meus filhos são muito diferentes, cada um tem uma personalidade, por isso é tão importante falar em respeito sempre.