Deputado do PL aciona Aras contra Bebel Gilberto por pisar na bandeira do Brasil

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 14.04.2017: BEBEL-GILBERTO - A cantora Bebel Gilberto antes de seu show no teatro J. Safra em São Paulo. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 14.04.2017: BEBEL-GILBERTO - A cantora Bebel Gilberto antes de seu show no teatro J. Safra em São Paulo. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado federal bolsonarista Ubiratan Sanderson (PL), entrou com representação na Procuradoria-Geral da República contra Bebel Gilberto após a cantora pisar na bandeira nacional num show em julho deste ano.

O vídeo em que a artista pisa e dança em cima da bandeira do Brasil ganhou repercussão neste fim de semana após uma série de perfis bolsonaristas divulgarem o registro. O fato ocorreu na última terça-feira (19) durante um show da filha de João Gilberto e Miúcha.

A cantora recebeu de um fã um mastro com a bandeira durante a apresentação no Guild Theatre, na cidade de Menlo Park, na Califórnia. Ao pegar o objeto, a artista a pôs no chão e sambou sobre o símbolo nacional.

Na representação, que ainda não foi protocolada segundo a PGR, Sanderson caracteriza a artista como filha de João Gilberto e sobrinha de Chico Buarque e diz que "os gestos protagonizados pela representada também remetem ao movimento de quem usa o pavilhão nacional como pano de chão".

Ele evoca a lei 5.700, de 1971, para afirmar que o ato constitui contravenção penal passível de multa. De acordo com a lei, a cantora pode ser processada e, se condenada, terá de arcar com uma multa que pode chegar ao valor de R$ 4.400. O Brasil não prevê pena de prisão para o caso de violação de um símbolo nacional.

Bebel Gilberto escreveu um post na noite do último sábado, no qual se desculpa e se diz arrependida por ter dado "de presente para a extrema direita uma imagem com a qual poderiam destilar o seu ódio repugnante e o seu falso patriotismo".

"Essa gente que sequestrou os símbolos nacionais e corrói a democracia brasileira com o seu projeto autoritário de poder", escreveu ela. "Foi por esse motivo que soltei o nome do inominável no meu gesto impulsivo no palco."

Procurada, a assessoria de Bebel Gilberto não respondeu até a publicação da reportagem.

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