Demi Lovato diz que a compaixão é essencial para ajudar pessoas com vícios

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Demi Lovato afirma que consumir drogas mais leves e com moderação mudou sua vida. Lovato, que revelou ser uma pessoa não binária e mudou de pronomes nesta semana, participou do podcast Dear Chelsea, com Chelsea Handler, falando sobre o consumo de drogas. Em uma conversa sincera sobre vício e recuperação, a cantora de "Dancing With the Devil" contou que quase morreu de overdose em 2018 e que agora só consome álcool moderadamente e fuma maconha de vez em quando.

"Quando preciso ficar sem [fumar] durante um tempo, consigo parar e tudo bem. Faço isso com frequência. Me sinto equilibrada e consciente", afirmou.

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Respondendo a uma pergunta sobre o apoio das pessoas próximas, Lovato comentou: "Minha equipe é muito solidária. Comecei a me recuperar em 2019. Voltei a ter confiança e eles perceberam que consigo ter uma relação saudável com a maconha".

No entanto, Lovato admitiu que o empresário Scooter Braun e o chefe de segurança Max têm algumas restrições.

"Eles fazem isso para me proteger, mas todas as pessoas ao meu redor sabem que a maconha funciona para mim e mudou a minha vida, porque me dá uma sensação de alívio, mas sem me deixar destruída no dia seguinte", explicou.

Lovato deu um conselho comovente para os ouvintes que acompanham pessoas que lutam contra um vício: "a compaixão é essencial".

"Acho que a melhor maneira de lidar com qualquer situação para ajudar alguém a deixar um vício é ter compaixão. Quando a pessoa age impulsivamente por causa do vício, ela sofre. As pessoas viciadas não saem por aí machucando as outras porque acham legal", explicou.

Lovato disse que a "abordagem autoritária" não funcionou e que só "piorou a situação".

"É diferente para cada pessoa. Essa abordagem mais autoritária pode até funcionar para algumas pessoas, mas não foi o meu caso. Eu me sentia abandonada, e isso só impulsionava ainda mais o vício. Por isso, sempre enfatizo tanto a compaixão quando falo sobre o vício", explicou.

Lovato percebeu que agora tem uma relação diferente com algumas pessoas.

"Não consigo mais estar com pessoas que usam as drogas de que eu gostava ou que consomem coisas perigosas. Não gosto de ver meus amigos se colocarem em situações arriscadas porque já perdi muitas pessoas queridas. Por isso, defino um limite claro, mas também sempre ofereço ajuda. Digo que não posso ficar vendo a situação acontecer, mas que não estou abandonando a pessoa, que quando ela estiver pronta para receber o auxílio necessário, eu estarei lá para tudo o que ela precisar", concluiu.

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