De tatuagem a fã-clube: admiradores de Gabriel Diniz citam importância do músico

Fãs marcaram presença no velório de Gabriel Diniz (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)
Fãs marcaram presença no velório de Gabriel Diniz (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)

Por Bárbara Saryne e Rosália Vasconcelos

Não foram apenas os familiares e amigos próximos de Gabriel Diniz que ficaram abalados com a morte do artista na última segunda-feira (27). Vários fãs do cantor marcaram presença no velório no ginásio poliesportivo Ronaldo Cunha Lima, em João Pessoa (PB), para prestar uma última homenagem.

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Em entrevista ao Yahoo, Marisa Ribeiro, de 36 anos, contou que saiu de Caruaru, que fica a 200 km do Recife, para se despedir de Gabriel Diniz. A fã, natural de Campo Grande, conheceu GD em um show no município de Arcoverde, no Sertão da Pernambuco, ainda no início da carreira do músico.

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“Era muito ligada a ele porque ele era assim, tratava os fãs como amigos, como se fôssemos de sua família. Ele me chamava de Marisa do GD porque eu sempre o acompanhava nos shows e só assistia às apresentações em cima do palco”, diz ela, que tatuou o nome do artista e uma guitarra em seu braço direito.

Marisa estava desolada no velório de Gabriel Diniz (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)
Marisa estava desolada no velório de Gabriel Diniz (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)

“Ele brincava que a gente se conhecia de outras vidas, que eu era fã dele de outras vidas. Já fez diversos vídeos comigo, publicava em seu Instagram e Snapchat. Não tinha uma música dele que não gostasse. Gabriel era luz”, conta a moça.

Muito abalada, Marisa revela que foi horrível receber a noticia da morte de seu ídolo. “Foi como se alguém de minha família tivesse morrido", disse a fã.

Orgulho para os nordestinos

O fã criou o fã clube 'Ligados no GD' para homenagear o ídolo (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)
O fã criou o fã clube 'Ligados no GD' para homenagear o ídolo (Foto: Rosália Vasconcelos/Yahoo)

Gabriel Diniz foi homenageado com o título de cidadão nordestino em abril deste ano, mas já era um orgulho para moradores da região muito antes disso. Apaixonado pelo nordeste, o cantor se considerava um paraibano e conquistou muitos fãs pelo estado.

O estudante Renato Sousa, de 19 anos, nasceu em Patos, no sertão paraibano, e esteve no velório de Gabriel para se despedir do ídolo. Ele, que criou o fã clube “Ligados no GD” para acompanhar a rotina do artista, falou que se sentia representado e o considerava conterrâneo com muito orgulho.

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"Sou fã desde 2014, quando fui para o primeiro show dele, em Patos. Na época ele tocava em casas de festas por lá. Era a Copa do Mundo e passei a gostar dele do jeito extravagante que tinha, o jeito que se vestia e a forma como tratava os fãs”, diz Renato, que se encantou ao ver que GD não barrava seus seguidores.

“Ele fazia o possível para a gente tirar foto com ele. Me reconhecia em Gabriel Diniz como nordestino porque embora ele fosse de Mato Grosso do Sul, ele se considerava nordestino. A sua generosidade e a forma amorosa como tratava as pessoas eram totalmente o retrato do povo nordestino”, elogia o jovem.

Quase da família

O jeito carinhoso, engraçado e simples de Gabriel Diniz permaneceu mesmo após a fama. Franciele Chaves, de 23 anos, é amiga de Milena, irmã do cantor, e acabou se aproximando de DG antes de o músico estourar na mídia.

"Conheci Milena no colégio e através dela fiquei amiga do Gabriel. Frequentava a casa deles e fiquei amiga de toda a família. Isso tudo há mais de dez anos. Na época, o Gabriel tocava nos bares do Recife”, conta ela, ao atestar que o artista não deixou o sucesso subir à cabeça.

“Mesmo depois de sua fama, continuamos amigos, mantínhamos os vínculos de amizade. Por isso, ainda está difícil de digerir, realmente difícil de acreditar nessa fatalidade. E viemos dar apoio tanto para a Milena quanto aos pais dela”, afirmou a amiga durante o velório.

Aos prantos, Safadão falou da importância do amigo