Datena relata impotência sexual devido ao diabetes; especialista explica

Diabetes atinge 7% dos brasileiros, diz estudo (Foto: Getty Creative)
Diabetes atinge 7% dos brasileiros, diz estudo (Foto: Getty Creative)

O Brasil é o quarto país com o maior número de diabéticos. De acordo com estudo realizado em 2018 pelo International Diabetes Federation (IDF), são mais de 12,5 milhões de pessoas com a doença crônica caracterizada pelas altas taxas de açúcar no sangue por aqui. José Luiz Datena entrou nessa estatística. O apresentador revelou recentemente no programa ‘Aqui na Band’ que lida com a diabetes e como ela influencia no seu estilo de vida.

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Datena contou que a doença mexeu com a sua vida sexual e que tem dificuldade em ter ereção. “A pessoa vai ficando impotente. É claro que alguns remédios resolve, mas a dificuldade é grande", disse.

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Confira o depoimento de Datena:

A diabetes descontrolada pode afetar todo o organismo e é comum que os homens que possuem a doença também sofram com a impotência sexual. Segundo o endocrinologista Claudio Ambrosio, o alto nível de glicose no sangue compromete a circulação em todo o corpo, dificultando a ereção.

Trata-se de uma doença silenciosa que não tem cura, mas tem controle. As complicações da diabetes não tratadas podem ser graves. Por isso, é preciso manter hábitos saudáveis para evitá-la, ficar atento aos possíveis sintomas e procurar ajuda médica.

Quem pode ter diabetes?

Qualquer pessoa, seja criança ou adulto, pode desenvolver a doença. Quem tem histórico de diabetes na família, obesidade ou é sedentário está mais predisposto, mas é possível evitá-la. “Mantenha uma rotina saudável que inclua atividade física regular, alimentação e emocional equilibrados”, diz o especialista. Não deixe de fazer check-ups anuais para manter a saúde em dia.

Sintomas

As dicas de que o corpo dá quando está com diabetes são sutis. Portanto, se você tem o perfil de quem pode desenvolver a doença, é preciso ficar atento. Excesso de fome, sede e urina são alguns dos sintomas primários. A perda de peso também é comum aqui. “O emagrecimento acontece porque as células não conseguem absorver glicose e usá-la como fonte de energia. O açúcar fica parado no sangue”, explica.

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Diabetes não tem cura...

...mas tem controle. E quanto antes a doença for diagnosticada, melhor. “Uma pessoa que tem uma diabetes descompensada, se não se cuidar, pode ter insuficiência renal, ataque cardíaco, problemas circulatórios e cerebrais. Como o sangue não chega com os nutrientes necessários, os órgãos passam a não funcionar corretamente e aí surgem as doenças como consequência”, diz Ambrosio.

Os tipos 1 e 2 são os mais comuns:

  • O tipo 1 de diabetes é quando o corpo não produz insulina, hormônio que transforma o açúcar em combustível de energia. Ocorre geralmente em crianças e adolescentes e o tratamento é feito com a administração da insulina.

  • Já o tipo 2, que é o caso de Datena, é ainda mais frequente e está muito associado a obesidade. Acontece quando a insulina produzida pelo corpo não é suficiente para diminuir a glicemia. É característico das pessoas com mais de 40 anos e é tratada com medicamentos.

Mas pode comer doce?

Um dos dramas de quem tem diabetes é não poder comer docinhos. “É prejudicial para a saúde”, explica o médico. Afinal, o sangue já está comprometido com o excesso de açúcar e guloseimas não são bem-vindas. Uma alternativa para quem não quer abrir mão deste prazer são os doces diet, que também devem ser consumidos com moderação, já que carboidratos colaboram para a hiperglicemia. Antes de investir em um chocolatinho para dietéticos, converse com o seu médico e um nutricionista.

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