Quem é Dan Bilzerian, o "Rei do Instagram", e por que você não deveria segui-lo (ouviu celebridade?)

Marcela De Mingo
·4 minuto de leitura
Dan Bilzerian posta fotos quase sempre sem camisa e cercado por mulheres seminuas (Foto: Instagram)
Dan Bilzerian posta fotos quase sempre sem camisa e cercado por mulheres seminuas (Foto: Instagram)

Bebidas, iates, armas (muitas delas), dinheiro e, principalmente, mulheres seminuas. Poderiam ser elementos de um filme de Hollywood, à lá Lobo de Wall Street, mas é só alguns dos itens que encontramos no perfil de Dan Bilzerian no Instagram. Chamado de "Rei do Instagram", ele virou assunto nas redes sociais esta semana justamente por ser o tipo de pessoa que ninguém - ainda mais figuras públicas - deveria acompanhar.

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Aos 39 anos, o norte-americano natural de Tampa, na Flórida, expressa muito daquilo que as pessoas não toleram mais (ou não deveriam tolerar) em um momento em que a discussão por igualdade e o fim da violência está tão forte.

Se as armas gigantes não são o suficiente para você não segui-lo online, talvez a objetificação feminina seja um bom motivo. Na maioria das imagens de Dan, ele aparece acompanhado por mulheres que seguem um padrão de beleza de biquíni. Isso quando não posta apenas imagens dessas mulheres seminuas e fazendo poses sugestivas. Ah, sim, e sempre mais de uma mulher - ele vive cercado por elas.

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Deixando de lado a questão de vender uma vida considerada ideal pelos homens - dinheiro, corpo sarado, mansões e mulheres gostosas -, o fato de essas mulheres servirem de objeto cenográfico de suas fotos, de serem exploradas pelos seus corpos, é, no mínimo, questionável.

É óbvio que, como parte de uma sociedade democrática e um país livre, Dan tem o direito de mostrar o que bem entende nas redes sociais. A questão fica por conta de quem apoia esse discurso e estilo de vida (os seus mais de 31 milhões de seguidores, por exemplo), ainda mais se são pessoas famosas.

Uma usuária no Twitter, aliás, chamou atenção para esse exato ponto: como ele era seguido (pelo menos, até a redação deste texto) por brasileiros de renome, entre eles, o jogador Neymar, o apresentador Luciano Huck, a atriz Juliana Paes, Adriane Galisteu, Roberto Justus, a cantora Ludmilla e outros grandes nomes gringos, como o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton, o rapper Drake e o jogador português Cristiano Ronaldo.

Seguir e curtir fotos de alguém como Dan implica certo nível de concordância com o que ele faz - em tempos de redes sociais é assim que demonstramos nosso apoio à alguém. Fato é, um comportamento que objetifica mulheres, isto é, que tira a sua humanidade, colocando-as como parte do cenário, enaltecendo os seus corpos, muitas vezes, de uma forma humilhante para elas, é um dos pontos que define a normalização do machismo na sociedade em que vivemos.

Parece uma ligação distante entre uma coisa e outra, mas é essa falta de olhar crítico sobre como as mulheres são tratadas que alimenta crimes de violência contra a mulher e joga os números de abuso sexual e casos de estupro nas alturas - já que é um objeto, a mulher é "obrigada" a satisfazer os desejos masculinos, mesmo que à força.

Muitos podem contra-argumentar que as mulheres das imagens não parecem reclamar da posição que estão. Verdade. Mas essa é uma discussão profunda que, inclusive, considera o quanto elas se sentem bem em serem expostas e se exporem dessa maneira e o quanto isso não foi algo aprendido ao longo do tempo - uma ideia que elas também reproduzem sobre si mesmas e sobre outras mulheres como elas.

De qualquer, vale a máxima: diga-me quem segues no Instagram que eu direi no que acreditas. Fica fácil perceber que a fase que vivemos é uma de questionar as influências que deixamos nas nossas vidas e, importante lembrar, estilos de vida como o de Dan estão perdendo a relevância e a importância, mais rápido do que ele pensa.