“Dahmer”: entrevista com o serial killer retratada na série é real e pode ser assistida no YouTube

“Dahmer”: entrevista com o serial killer retratada na série é real e pode ser assistida no YouTube
“Dahmer”: entrevista com o serial killer retratada na série é real e pode ser assistida no YouTube

*Contém spoilers

A entrevista de Jeffrey Dahmer retratada na série “Dahmer: Um Canibal Americano”, da Netflix, é real e aconteceu em fevereiro de 1993 – dois anos após a prisão do serial killer, no programa ‘Inside Edition’, da emissora norte-americana CBS.

A entrevista feita pela jornalista Nancy Glass foi publicada no YouTube em 27 de novembro de 2018 e possui mais de 25 milhões de visualizações. O vídeo, no entanto, não possui legendas.

Assista:

Nele, Jeff falou sobre o primeiro assassinato, cometido em 1978: “Eu sempre soube que estava errado, mas o primeiro assassinato não foi planejado. […] Ninguém tinha a menor ideia do que estava acontecendo por mais de uma década”.

Dahmer matou 17 homens e garotos. Seus crimes eram particularmente hediondos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo. “É um processo, isso não acontece da noite para o dia. Quando você despersonaliza outra pessoa e só a vê como um objeto, isso parece facilitar para fazer coisas que você não deveria fazer”, disse ele.

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“Uma vez eu trouxe esse cara para um hotel, só estava planejando drogá-lo e passar a noite com ele, não tinha intenção de machucá-lo. Quando eu acordei de manhã, aparentemente eu tinha espancado ele até a morte com meus punhos. Não tenho lembranças disso, mas foi o que começou toda a sequência (de mortes)”, afirmou Jeffrey Dahmer, que foi diagnosticado com transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade esquizotípica e transtorno psicótico.

Na entrevista ele também falou que, após matar as primeiras vítimas, sentiu “curiosidade” de desmembrá-los: “Mantive a cabeça mumificada e o crânio de uma das minhas vítimas em uma maleta no meu armário no trabalho. […] Isso é o quão forte era a compulsão. Isso é o quão forte era o desejo. Eu queria manter a pessoa comigo”.

Depois de ser preso em 22 de julho de 1991, o serial killer confessou os 17 assassinatos: “O melhor caminho foi ajudar a polícia a identificar todas as vítimas e fazer uma confissão completa”. Em maio de 1992 ele recebeu a 16ª sentença de prisão perpétua.

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