Dados do celular de Márcia Aguiar mostram que Queiroz esteve em três imóveis de Wassef

Fabrício Queiroz no momento da prisão, em Atibaia, interior paulista (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O celular de Márcia Oliveira de Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, foi apreendido em dezembro de 2019 e peça importante na investigação. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o aparelho mostra a localização de Márcia e, em diversas ocasiões, do próprio Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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Queiroz é acusado de participar de um esquema de rachadinha quando trabalhava no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quando Flávio era deputada estadual pelo Rio de Janeiro. Ele foi encontrado em um imóvel em Atibaia, interior paulista, de Frederick Wasser, ex-advogado de Flávio Bolsonaro.

Segundo dados do celular, divulgados pelo Estadão e que estão com o Ministério Público, Márcia e Queiroz chegaram ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 18 de dezembro de 2018. Em fevereiro de 2019, o celular de Márcia estava no Guarujá, litoral paulista.

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Além da localização, há fotos mostrando que o apartamento em que o casal estava ficava em frente ao mar. O Jornal da Band já havia mostrado o imóvel no qual o casal chegou em dezembro de 2018.

No entanto, apenas Queiroz ficou no imóvel. Márcia voltou ao Rio de Janeiro e, ao longo do ano, visitou o marido durante os quatro meses em que ficou no Guarujá. Depois, a partir de 27 de junho de 2019, o aparelhou passou a ser localizado em Atibaia.

No dia 23 de novembro de 2019, Márcia recebeu uma mensagem dizendo que Queiroz e o filho estavam no apartamento do “anjo” na capital paulista, que era como o casal chamava Wassef. O advogado já negou publicamente que seja o “anjo”.

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Wassef tem um apartamento no bairro do Morumbi e, neste mesmo dia, o advogado esteve em Brasília, porque o Supremo Tribunal Federal decidiria sobre as investigações da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Segundo o Estadão, Frederick Wassef garantiu que Queiroz nunca ficou em um imóvel dele na cidade de São Paulo. Ele ainda chamou o vazamento das informações de “criminoso”.

Wassef alega que escondeu Fabrício Queiroz por questões “humanitárias” e para proteger o presidente Jair Bolsonaro. Ele afirma que o ex-assessor corria risco de vida e que sua morte seria uma tentativa de “queima de arquivo”.

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