"Da Cor do Pecado" voltou! Relembre 5 curiosidades de bastidores da novela

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
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"Da Cor do Pecado" está de volta e alguns costumes, termos e o próprio nome da trama já não cabem mais em 2020 (Foto: TV Globo/Gianne Carvalho)
"Da Cor do Pecado" está de volta e alguns costumes, termos e o próprio nome da trama já não cabem mais em 2020 (Foto: TV Globo/Gianne Carvalho)

"Da Cor do Pecado" voltou ao ar nesta semana pelo canal Viva para a alegria dos fãs do casal Preta (Taís Araújo) e Paco (Reynaldo Gianecchini) e da família Sardinha. Originalmente exibida em 2004 pela Globo na faixa das 19h, a trama também contou com a vilã icônica Bárbara, interpretada por Giovanna Antonelli.

Dezessete anos depois, as tramas de amor, reencontros, golpes e revelações ainda são capazes de conquistar o telespectador, mas o enredo, muitas características e atitudes dos personagens não têm mais vez no mundo atual.

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O próprio nome da novela já é questionável: a expressão "da cor do pecado" é associada tanto à sexualização de mulheres negras, vistas antigamente (e até hoje infelizmente) como objetos sexuais, quanto à relação feita na época da escravidão entre negros e o pecado. Tanto que o Viva passou a exibir no final de cada capítulo a mensagem: “Esta obra reproduz comportamento e costumes da época em que foi realizada”.

A trama também contou Lima Duarte, Rosi Campos, Cauã Reymond, Aracy Balabanian, Leonardo Bricio, Karina Bacchi no elenco.

Listamos abaixo cinco curiosidades sobre os bastidores da trama:

Estreia de João Emanuel como autor

"Da Cor do Pecado" marcou a estreia de João Emanuel Carneiro como autor de novelas. Na época, ele contou que começou a escrever a história imaginando a vilã Bárbara, vivida por Giovanna Antonelli. "Ela é o motor da trama. Uma mulher filha da burguesia decadente carioca que aposta todas as fichas num casamento com um milionário, que, por sua vez, não a ama e se apaixona por uma moça pobre. Também achei que era oportuno trazer a história de um romance interracial num casal de protagonistas para a televisão brasileira. Era primeira vez que isso acontecia em uma novela urbana e contemporânea".

João Emanuel Carneiro recebeu o troféu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como autor revelação de 2004. Depois, ele se consagrou como um dos maiores autores de sua geração com as novelas “A Favorita” (2004) e “Avenida Brasil (2012).

Primeira protagonista negra da Globo

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A trama se destacou por apresentar a primeira protagonista negra de uma novela contemporânea e urbana na Globo, interpretada por Taís Araújo. Em 1996, Taís viveu a personagem-título da trama de época "Xica da Silva", exibida na extinta TV Manchete.

"Da Cor do Pecado" foi também a primeira novela da Globo com um romance interracial como tema principal: o amor entre Preta (Taís Araújo) e Paco (Reynaldo Gianecchini), ela, uma moça negra e pobre criada no Maranhão, e ele, um rapaz branco, rico, criado no Rio de Janeiro.

A intenção do autor não era levantar polêmicas e discussões sobre o preconceito social e racial no país. Carneiro afirmou na época da estreia: “Não estou fazendo uma coisa sociológica. Estou contando a história de dois personagens. Não é o meu objetivo criar polêmica”. 

Com o tema racismo cada vez mais em voga no debate atual do mundo, teria sim, sido propício trazer a reflexão do tema para TV aberta no início dos anos 2000. Tendo em vista que o racismo permanece enraizado na sociedade brasileira e segue trazendo mazelas.

Giovanna Antonelli descobriu modelo em lixão

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Enquanto gravava cenas da novela no lixão de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, Giovanna Antonelli conheceu a catadora Cris Andrade e ficou impressionada com a beleza daquela jovem de 22 anos. A atriz, então, decidiu ajudar a moça a emplacar na carreira de modelo.

A história ganhou repercussão nacional na época, e a vida da ex-catadora mudaria para sempre. Cris conseguiu contrato com uma agência e deixou para trás uma vida de pobreza. Atualmente, a modelo é proprietária de um buffet para festas. Em entrevista ao jornal "Extra", em 2020, ela afirmou que as portas abertas por Antonelli mudaram sua vida para sempre".

"Quando Giovanna me descobriu no lixão, eu morava em um barraco de dois metros quadrados. Hoje, tenho moto, kombi e minha casa, tudo no meu nome. Não estou milionária, mas estou estável".

Cauã Reymond e Alinne Moraes namoravam na época

Cauã Reymond e Alinne Moraes durante gravação em Praga, na República Tcheca, da próxima novela das nove (Foto: Reprodução/Instagram)
Cauã Reymond e Alinne Moraes durante gravação em Praga, na República Tcheca, da próxima novela das nove (Foto: Reprodução/Instagram)

Alinne Moraes, que interpretou Moa, e Cauã Reymond, que viveu Thor Sardinha, namoravam na época das gravações. O romance, que começou em 2002, acabou um ano depois do fim da novela. O ex-casal também atuou no longa "Tim Maia", de Mauro Lima, atual marido de Alinne, com quem tem um filho, Pedro, de 5 anos.

Já Cauã é casado com a apresentadora e modelo Mariana Goldfarb e pai de Sofia, de 8 anos, da relação com a atriz Grazi Massafera. Cauã e Alinne voltarão a contracenar juntos na nova novela das 21h, de Licia Manzo, que teve as gravações adiadas por conta da pandemia.

Comercializada para mais de 40 países

"Da Cor do Pecado" foi lançada em janeiro de 2005, no mercado internacional e foi comercializada para mais de 40 países, entre eles: Albânia, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bolívia, Bósnia, Bulgária, Cazaquistão, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Eslováquia, Eslovênia, EUA, Guatemala, Israel, Macedônia, Moçambique, Moldávia, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Sérvia e Montenegro, Ucrânia, Uruguai, Venezuela e República Dominicana.

Na Argentina, ficou entre os programas mais vistos do país. Também alcançou índices expressivos de audiência no Peru, na Venezuela, no Equador e na República Dominicana e foi líder absoluta de audiência na faixa em que foi exibida na emissora portuguesa SIC.