"Cura gay", prostituição, racismo e segredos do 'BBB21: o livro de Gil do Vigor

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O ex-BBB Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor. Foto: reprodução/Instagram/gilnogueiraofc
O ex-BBB Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor. Foto: reprodução/Instagram/gilnogueiraofc

Resumo da notícia

  • Gil do Vigor acaba de lançar o livro 'Tem que Vigorar', no qual relembra sua infância e passagem pelo 'BBB21'

  • O brother não trouxe novidades para quem já acompanhava sua trajetória durante o reality

  • Na obra, Gil fala sobre religião, homofobia e sua luta por ser reconhecido dentro da casa

Gil do Vigor lançou recentemente seu primeiro livro, 'Tem que Vigorar', escrito a toque de caixa após sua saída do 'BBB21'. Na obra, lançada pela editora Globo, Gilberto Nogueira falou sobre sua infância difícil, a luta da mãe Jacira pela criação dos filhos - que, inclusive, se prostituiu para dar comida aos três filhos —, homofobia e sua trajetória até ficar famoso dentro da casa do 'BBB21'.

As histórias contadas por Gil não são novidade para quem acompanhou sua trajetória no reality, e quase todos os "bafões" compartilhados pelo economista já haviam sido contados anteriormente em entrevistas do brother fora da casa. Com muitas repetições e poucas novidades, a obra acaba sendo voltada para os fãs de Gil que querem relembrar os detalhes de sua trajetória e lerem em primeira pessoa os relatos contados pelo brother no confinamento.

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Selecionamos alguns dos destaques do livro de Gil, que também acaba de lançar no Instagram o quadro 'O Brasil tá Lascado', falando sobre política e economia.

Compra de seguidores

Ao falar sobre as seletivas do 'BBB21', Gil confessou que comprou alguns seguidores para impressionar Boninho. "Eu tinha uns 7 ou 8 mil seguidores quando entrei no programa, tudo árabe. Ou seja, tudo comprado. Como tinha pouco dinheiro, foi o que deu pra comprar de seguidores. Achei que ter uns 10 mil pudesse ser bom para impressionar o Boninho e entrar no 'BBB21'.

2. Dias de terror com a família

Durante sua participação no reality, Gil contou aos demais brothers a história de sua família, e falou que sofreu muita violência doméstica nas mãos do pai. Gilberto batia em Jacira, mãe de Gil, diariamente, e a violência piorou ainda mais após o pai do economista se viciar em crack. Jacira fugiu com os filhos para São Paulo com a ajuda da família, mas era sempre encontrada pelo ex-marido e precisava mudar novamente de casa.

"Ele nos achava, nos perseguia. Me lembra de certa vez em São Paulo, eu tinha seis anos. Estávamos em casa comemorando o Réveillon quando ele surgiu gritando e jogou um rojão, que quase explodiu ao lado do botijão de gás. Ele só queria chegar e causar".

3. Carreira de modelo

Ainda criança, Gil sonhava em ser modelo, carreira que foi interrompida pelo preconceito que sofria do pai. "Por volta dos meus 11 anos, tentei virar modelo. Era um sonho que eu tinha, e eu treinava, via o que os modelos faziam e estudava. Quando me preparava para meu primeiro e único concurso, meu pai me disse que ia passar vergonha por minha causa".

4. Vontade de largar tudo

Tendo que conciliar múltiplos empregos, faculdade, fome e dificuldades financeiras, Gil confessou que chegou a pensar em desistir de tudo e se afogar nas drogas. 

"Confesso que em alguns momentos eu surtei. Quis até largar tudo e parar de estudar. Pensei, sim, se as drogas não poderiam ser uma saída para essa realidade que me consumia".

5. Primeiro beijo

Após tentar reprimir por anos sua sexualidade, Gil afirmou que deu seu primeiro beijos aos 15 anos. "Mesmo, ainda, sem minha própria aceitação, dei meu primeiro beijo aos 15 anos. Na época, estava muito firme na igreja, achava que tudo era pecado. Quando beijei o Alex, finalmente entendi o que era bom. Pena que ele ficou irritado que eu não tinha tempo pra ele, só pros estudos".

6. "Treinamento de homem"

Durante uma das missões da igreja, Gilberto afirmou que era vítima de tanta homofobia que em determinado momento decidiu aceitar um treinamento de um dos colegas para "virar homem". 

"Eu estava disposto a fazer de tudo. Ele me propôs um treinamento de jeito de homem. Eu ficava tentando reproduzir maneiras masculinas de me portar, enquanto meu companheiro de missão filmava e me mostrava dizendo o que estava errado. Eu assistia e ficava com vergonha, até hoje tenho receio de me ver em vídeo por causa disso".

7. Sinal de Deus no 'BBB21'

Quando venceu a prova do líder e ganhou sua primeira festa temática, Gil afirmou que teve um "sinal de Deus" para ajudá-lo a vencer. "Eu na época estava pensando ainda se o Brasil ia aceitar meu jeito, se Deus estava comigo. Daí eu pensei, Deus, eu quero uma festa de tema arco-íris, uma festa para celebrar quem eu sou. Se for a sua vontade, me mostra o número da chave sorteada. Orei e o número 1 apareceu pra mim. E venci. Tenho certeza que Deus falou comigo".

8. Racismo

No livro, Gil afirmou que assistiu aos vídeos no qual brothers como Karol Conká e Nego Di afirmaram que ele não era preto, e sim "moreno". "Isso, que só fui saber depois, me machucou demais quando assisti. Me senti muito mal. Eu sei quem eu sou, levei muito tempo para me aceitar. E não posso negar quem sou, meu sangue, minhas feições, minha pele".

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