Crivella e Paes trocam ofensas e ameaças de prisão em último debate do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O último debate entre o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e seu antecessor Eduardo Paes (DEM) antes do segundo turno, promovido pela TV Globo, foi marcado por troca de ofensas e ameaças por expectativa de prisão. Crivella tomou a iniciativa das acusações e afirmou que Paes será preso durante seu mandato caso seja eleito. O candidato do DEM devolveu a acusação, referindo-se à investigação de suspeitas de corrupção na atual gestão. "Já concorri em eleição com pessoas como ele. Eles ganharam a eleição. Ganharam mesmo? Não, foram presos. Eduardo Paes vai ser preso, porque cometeu os mesmos erros", disse o prefeito, referindo-se aos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. "Ele que morre de medo de ser preso quando aquele Rafael Alves começar a falar", respondeu Paes, mencionando o empresário amigo do prefeito pivô das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. Crivella buscou cunhar a expressão "Eduardo Paes rouba, mas faz", enquanto o ex-prefeito manteve a acusação de "pai da mentira" explorada em sua propaganda de TV. As trocas de acusações levaram a dois direitos de resposta para cada candidato no primeiro bloco, sendo que cada um teve mais um negado pela emissora. Mesmo no bloco com temas propositivos definidos por sorteio pela emissora, as referências a possíveis prisões voltou a ser feita. Instado a fazer uma pergunta sobre diversidade, Crivella questionou se Paes iria adotar o ensino de "ideologia de gênero" nas escolas. Paes disse ser contra. "Fui prefeito por oito anos e ninguém viu discussão sobre ideologia de gênero nas escolas. Vocês está sendo denunciado e vai pegar dois anos de cana por isso", disse ele. A Procuradoria Regional Eleitoral ofereceu denúncia contra Crivella por difamação eleitoral e propaganda falsa por associar Paes e PSOL a "pedofilia nas escolas". Os dois candidatos que disputam a prefeitura foram alvos de operações policiais às vésperas do início da campanha. Paes foi alvo de busca e apreensão em razão de uma acusação por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral pela prática de caixa dois na eleição de 2012 com recursos da Odebrecht. Ele se tornou réu e responde pelos supostos crimes na Justiça Eleitoral. Crivella, por sua vez, também sofreu buscas em sua casa e gabinete numa investigação sobre um suposto esquema de cobrança de propina dentro da prefeitura. Ainda não há denúncia nesse caso. O ex-prefeito disse que seu sucessor não soube respeitar a principal manifestação cultural da cidade. "O problema, Crivella, é que você quis colocar o povo contra o Carnaval", disse Paes. "A verdade é que o Eduardo quer desfilar no Sambódromo com aquele chapéuzinho de Zé Pilintra", respondeu Crivella. O candidato do DEM buscou explorar promessas não cumpridas pelo adversário, usando como base o programa de governo do atual prefeito em 2016. "Você disse que iria dar continuidade das políticas anteriores. Por que deixou o BRT se degradar?", disse ele. Crivella respondeu mantendo o tema da corrupção como destaque. "As obras foram feitas para propina. Mais importante do que fazer proposta é saber a integridade dos candidatos, é o caráter. Como vai pregar na sua igreja, rouba, mas faz", disse ele. Em suas respostas, Paes afirmou que Crivella se assemelhava a Wilson Witzel (PSC), que venceu a disputa com o candidato do DEM pelo governo do estado o acusando de corrupção. "Você faz essas acusações há quatro anos e eu estou aqui porque sou Ficha Limpa", disse Paes. "Eduardo não tem nem a ética do bandido. Bandido não acusa outro bandido", disse Crivella. O atual prefeito encerrou sua participação repetindo o mesmo mote apresentado ao longo do debate. "Se você tem simpatia por ele, tira ele do poder. Quando o politico assume o poder, a sanha do Judiciário fica maior. Eduardo Paes vai ser preso."

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