Crianças e o isolamento social: como lidar com os desafios atuais

Marcela De Mingo
·3 minuto de leitura
On foreground close up focus on african lonely boy embraces soft toy as symbol seeking for protection support, son closed ears not to hear parents scandal, divorce negative affect to children concept
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Com o isolamento social e o homeschooling, 2020 não tem sido um ano simples para as crianças. Ficar confinado dentro de casa, sem poder encontrar os amigos e interagir com o mundo revelou uma série de desafios para a saúde mental dos adultos, que dirá para os pequenos. Os desafios, portanto, são muitos.

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Segundo a consteladora e terapeuta Alessandra Pais, é preciso reconhecer, antes de mais nada, que as crianças estão com dores emocionais profundas, e que é complicado saber quais serão os efeitos da pandemia na vida delas.

Para crianças até os 8 anos de idade, o momento é de socialização e aprendizado - é a fase em que elas mais aprendem sobre o mundo, sobre si mesmas e sobre os outros, começam a adquirir conhecimento e habilidades sociais. Mas a pandemia os privou de vivências que são essenciais para a formação de um adulto sociável e saudável.

É claro que nem tudo está perdido, e é preciso se adaptar ao contexto do momento para que essa criança tenha todas as suas necessidades básicas atendidas. Na live com Yahoo Vida e Estilo, Alessandra explicou alguns pontos essenciais.

1.É preciso muita paciência

Cuidar de uma criança não é um trabalho simples e exige paciência. É preciso entender que ela ainda não compreende o mundo tal qual um adulto, o que significa que fazer perguntas é a sua forma de buscar entender o mundo a sua volta - mesmo que, agora, ele esteja limitado à sua casa. Para Alessandra, é o momento de ouvir muito mais do que falar - deixe a criança gastar as suas perguntas e falar o que ela sente e pensa sobre as coisas antes de lhe dar informações novas.

Isso facilita a comunicação, uma vez que você passa a compreender exatamente o que ela quer saber, sem responder perguntas que ela não fez - algo muito comum para o adulto, que já olha a vida por outra perspectiva.

2.Pense em formas de gastar energia

Crianças, especialmente as pequenas, têm muita energia. Isso significa que ela precisa ser gasta, de forma que não gere desconfortos na criança, como uma possível irritação por ficar tanto tempo fechada em um lugar. Saia para uma caminhada com ela (de máscara, claro!) e, se possível, faça atividades dentro do espaço que têm que se utilizem dessa energia. Basicamente, é estimular a criança a mexer o corpo e gastar a energia guardada ali.

3.Reserve um tempo para ela

O mais importante é lembrar que, sem a socialização básica, que aconteceria em uma escolinha, com outras crianças, esse pequeno precisa ser estimulado no convívio com as pessoas. Você pode fazer isso reservando um tempo na agenda para ficar com ela, dando toda a atenção à ela - ou seja, nada de trabalho, celulares ou telas. Brinquem juntos, conversem, façam uma refeição em família… atividades que ajudem vocês a criarem laços mais fortes de relacionamento e estimulem a criança a desenvolver habilidades como a fala e o pensamento cognitivo.

4.Preste atenção

É possível saber quando a criança está precisando de atenção (e, por isso, buscando formas de consegui-la), quando está fazendo uma birra ou quando está apenas curiosa para aprender sobre algo que ela não conhece. Lembre-se que prestar atenção é a maneira mais fácil de garantir que você vai saber o que ela pede a cada momento e entregar o que ela precisa.

A educação começa em casa. É importante considerar, principalmente nesse momento, que o comportamento de uma criança é reflexo do comportamento dos pais e não responsabilidade da escola - que tem a função de prepará-la para a vida acadêmica. Por isso, vale lembrar que esse é um momento estressante para todos, especialmente para as crianças, que ainda não tem compreensão completa do mundo ou elementos o suficiente para compreendê-lo.