Criadora de 'Maldivas' diz que nova série da Netflix é extremamente brasileira

*Arquivo* São Paulo, SP, 08.02.2019 - Celular com catálogo da Netflix. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*Arquivo* São Paulo, SP, 08.02.2019 - Celular com catálogo da Netflix. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma mistura de gêneros. É dessa forma que a atriz, roteirista e criadora Natalia Klein define sua mais nova empreitada, a série "Maldivas", da Netflix, que estreia no dia 15. Para ela, uma história que trará bastante identificação do público, já que não poderia acontecer em nenhum outro lugar do mundo.

"Maldivas é uma série extremamente brasileira", afirma Klein. "Ao mesmo tempo, os dramas pessoais dessas personagens, suas ambições e as decepções são inerentes ao ser humano em qualquer lugar do mundo", completa ela sobre a trama que terá a atriz Bruna Marquezine no papel principal, como Liz.

Na série, Kat (Carol Castro), Verônica (Natalia Klein), Raíssa (Sheron Menezzes) e Milene (Manu Gavassi) são moradoras de um condomínio luxuoso no Rio de nome Maldivas. Em determinado momento, uma mulher morre num incêndio criminoso no local, e o mistério e o suspense tomam conta da narrativa.

Será nesse momento que Liz, filha da mulher morta, se mudará para o condomínio para tentar desvendar o assassinato. Os moradores têm um senso de comunidade forte, sabem tudo da vida uns dos outros e vivem com uma falsa sensação de segurança. Mas tudo deverá mudar.

"Outro grande desafio, além da [gravação durante a] Covid-19, foi fazer essa transição da comédia de situação para uma série com arcos dramáticos e esse clima de suspense", diz Klein, revelando que os diálogos foram bastante pensados, mas na tela vão parecer naturais e até em certo ponto improvisados.

Na história, as quatro personagens devem virar suspeitas do crime. Carol Castro, porém, faz questão de defender Kat. "Eu não acho que . ela chegaria a esse ponto [de matar uma pessoa]. Acima de tudo, ela é uma mãe que se preocupa com a família e seus filhos. Apesar de toda a sua loucura, tem um lado muito humano e maternal. Digamos que ela é uma das menos prováveis de ser a assassina", afirma ela rindo.

Segundo a atriz, sua personagem "vive de aparência" e tem uma "energia meio fora do tom". Mas para ela, "Maldivas", não trará apenas identificação, provocará também reflexões ao público. "A série vai trazer um questionamento com relação às escolhas que a gente faz na vida. Mas espero, antes de tudo, que o público se divirta"

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