Criadora de Counter-Strike planeja colocar jogos ‘dentro’ do seu cérebro

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Counter-Strike direto no cérebro? (Foto: AP Photo/ Joerg Sarbach)
Counter-Strike direto no cérebro? (Foto: AP Photo/ Joerg Sarbach)

Atualmente, jogando um game de tiro em primeira pessoa, como Counter-Strike ou Call of Duty, a sensação de imersão já é intensa. Com gráficos e sons cada vez mais realistas, não é difícil se pegar “dentro” do jogo, praticamente “sugado” pelo mundo poligonal.

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Isso sem falar nas novas gerações de dispositivos de realidade virtual, como o Oculus do Facebook, que levam essa experiência a um nível ainda mais profundo de absorção.

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Mas Gabe Newell, o fundador da desenvolvedora Valve, criadora de Half-Life e seu popular mod Counter-Strike, quer levar essa ideia a um patamar ainda mais ousado.

Ele quer colocar os jogos literalmente dentro do seu cérebro – através de interfaces cérebro-máquina.

A tecnologia é semelhante à experimentada pela Neuralink de Elon Musk, e a proposta é acessar diretamente os neurônios para interagir com eles e modificar sua experiência da realidade (lembrando que tudo que vemos e sentimos ao nosso redor é o fruto da recepção de sinais elétricos pelo nosso cérebro através dos sentidos).

No caso de Musk, a estratégia é fazer isso por via cirúrgica.

Pelo que Newell falou em entrevista à rede neozelandesa 1 News, ele vê um futuro para dispositivos menos invasivos, que interagem remotamente com o cérebro.

Assim, desenvolvedores poderiam fazer os jogadores entrarem, literalmente, nos universos de realidade virtual projetados por eles.

Exatamente como vimos na saga “Matrix”, mas esperamos que sem a parte das máquinas sugando nossa energia como “pilhas” humanas.

“Mas a coisa fica estranha quando você for ‘editável’ através de uma interface cérebro-máquina”, disse Newell. Ele vê um futuro onde nosso humor, e até ciclos de sono, poderiam ser alterados dessa maneira. Sentindo-se triste? Que tal mudar isso com um apertar de botão?

“Se você for um desenvolvedor de software em 2022 e não tiver um desses no seu laboratório de testes, você está cometendo um erro bobo”, disse o chefão da Valve.

Mas ele também reconheceu os perigos:

“Ninguém quer dizer, ‘você lembra do Bob? Lembra quando o Bob foi hackeado por aquele malware russo? É, isso foi um saco. Ele ainda está correndo pelado pelas florestas?’”

Com informações da The Next Web.

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