Crítica: ‘Angry Birds - O Filme’ diverte, mas não cria universo além do jogo

image

Angry Birds’ é o primeiro caso de jogo para celular que vira filme. Tem seus momentos engraçados, mas não chega a construir um universo próprio muito rico, embora deixe claro, principalmente no final, que traz a intenção de virar uma franquia de cinema. Para uma eventual segunda parte funcionar por si, terá que apresentar uma aventura mais bem construída.

Por enquanto, satisfaz os fãs por apresentar um cenário parecido ao do game, principalmente em seu clímax, quando os pássaros precisam recuperar seus ovos do domínio de porcos invasores.

Antes disso, durante os dois primeiros terços, acompanhamos Red (dublado na versão brasileira por Marcelo Adnet), um pássaro com problemas para controlar seu temperamento. Ao contrário da maioria dos habitantes de sua ilha, ele é um pouco ranzinza e nem sempre está de bom-humor.

Depois de armar uma confusão com uma família de pássaros, ele é mandado para um grupo de terapia, onde forma um trio com o explosivo Bomba e o elétrico Chuck (que ganha a voz de Fábio Porchat). São eles os responsáveis por desmascarar as intenções do grupo de porcos que chegam ao local se fazendo de amigos.

Falta um subtexto que faça de ‘Angry Birds - O Filme’ algo digno de ocupar o mesmo status de animações recentes como ‘Divertida Mente’. Tudo é bem simples, não há grandes surpresas no roteiro e é até difícil nos engajarmos com os personagens, já que suas missões dentro do filme demoram para ficar claras.

Porém, é de se elogiar o trabalho de dublagem da versão nacional. Adnet, Porchat e Dani Calabresa foram escolhas acertadassímas, e usam muito de suas personalidades conhecidos pelo público a favor.

Pathy dos Reis e os irmãos Piologo estão sendo mais aproveitados nas ações de marketing do que no próprio filme: suas vozes mal são ouvidas no desenho.