Covid atrapalha Cannes, e equipe israelense exposta ao vírus passará dias isolada

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CANNES, FRANÇA (FOLHAPRESS) - O diretor israelense Nadav Lapid, 46, e seus dois principais atores, Avshalom Pollak, 50, e Nur Fibak, 23, foram expostos à Covid-19 durante o Festival de Cannes. Os três testaram negativo para o coronavírus e passam bem, segundo a equipe do diretor.

Mas, como estiveram em contato próximo com alguém contaminado, uma entrevista que seria dada presencialmente ao jornal Folha de S.Paulo na tarde desta sexta (9) foi transferida para o mundo digital. Na videoconferência, Lapid disse que sua namorada está com o vírus e que ele ficará confinado por sete dias.

"Vou tentar continuar negativo da forma mais positiva possível", afirmou, com bom-humor.

Como parte das negociações feitas pelos organizadores com a Prefeitura de Cannes, os diretores e atores não usam máscaras durante sessões de foto. Isso inclui o momento em que são apresentados ao público dentro das salas de cinema.

Na sessão que a Folha de S.Paulo assistiu, na tarde de quarta (7), eles ficaram sem a proteção antes do início do filme e depois da apresentação, no auditório Lumière, onde cabem cerca de 2.000 pessoas.

Os três também deram uma coletiva de imprensa na manhã de quinta (8), para cerca de 20 jornalistas. Nessa ocasião, os entrevistados também ficaram sem máscara.

Os repórteres foram orientados a tirar a proteção apenas na hora de fazer a pergunta. O microfone usado pelos jornalistas, no entanto, não era higienizado antes de ser passado para o próximo a perguntar.

Depois de ter sido cancelado em 2020 por causa da pandemia, Cannes montou uma estrutura de testagem e segurança para tentar evitar o contágio pelo coronavírus. A entrada no edifício principal só é permitida a quem foi completamente vacinado ou apresenta um teste negativo feito há no máximo 48 horas.

Mas, além das cerca de dez salas de projeção dentro do prédio principal, há outros nove locais de exibição que passam tanto filmes da competição oficial quanto de mostras paralelas, no qual não é feita a checagem sanitária.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, apesar de todo o planejamento e da decisão de exigir reservas online de ingressos para evitar filas, o resultado não foi obtido, gerando aglomerações entre os inscritos no festival.

Do outro lado das catracas, o público continuou se aglomerando nas calçadas e nas proximidades de hotéis e locais frequentados pelos artistas e convidados, na esperança de ver alguma celebridade.

Procurado sobre qual será o protocolo para a equipe e os participantes após essa notificação, o festival ainda não havia respondido até as 9h.

Segundo o governo francês, o departamento dos Alpes Marítimos, onde fica Cannes, registrou no último dia 4 (dados mais recentes) 60 novos casos de Covid-19, mais que o dobro da média da semana anterior.

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