Covid-19: com novo recorde de mortos em 24h, Índia tem corpos flutuando pelo Rio Ganges

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Cremações coletivas não tem mais dado conta do número de corpos na Índia (Ritesh Shukla/Getty Images)
Cremações coletivas não tem mais dado conta do número de corpos na Índia (Ritesh Shukla/Getty Images)
  • Ao menos 40 corpos foram encontrados flutuando no rio Ganges no fim de semana

  • Moradores locais afirmam que país tem sofrido com a falta de lenha para as cremações coletivas

  • Índia voltou a bater seu recorde de mortos em 24 horas, novamente superando a marca dos 4 mil

Epicentro mundial da Covid-19 e enfrentando um colapso sanitário por causa do vírus, a Índia vive semanas de desespero. Na última terça-feira, voltou a quebrar seu recorde de mortos pela doença em 24 horas. A situação é tão caótica que corpos têm aparecido flutuando no rio Ganges.

De acordo com informações da Reuters, dezenas de cadáveres foram vistos nas margens do Ganges nos últimos dias. No fim de semana, foram ao menos 40 corpos registrados nestas condições, segundo autoridades locais. A imprensa indiana, porém, garante que o número pode passar de 100.

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O certo é que o sistema funerário do país já não consegue lidar com o número de corpos. Nem mesmo as cremações coletivas, adotadas nas últimas semanas diante da alta nas mortes por Covid-19, está dando conta.

Os corpos encontrados à beira do Ganges estavam parcialmente queimados, o que indica que teriam chegado ao rio após a cremação. Segundo moradores da região, porém, a falta de lenha para o ritual tem impedido que ele seja completado.

Índia adotou as cremações coletivas por conta da escalada dos óbitos pela Covid-19 (Raj K Raj/Hindustan Times via Getty Images)
Índia adotou as cremações coletivas por conta da escalada dos óbitos pela Covid-19 (Raj K Raj/Hindustan Times via Getty Images)

Novo recorde de mortes

A Índia é, atualmente, responsável por uma a cada três mortes por Covid-19 em todo o mundo. E na última terça-feira, voltou a bater seu recorde diário de óbitos, com 4.205, pouco a mais que a marca anterior, de 4.187, registrada na última sexta.

Especialistas, porém, acreditam que a marca pode ser consideravelmente maior, devido à subnotificação das mortes. Isso ajudaria a explicar a incapacidade do país de lidar com a quantidade de vítimas fatais do vírus.

Atualmente, a Índia é o terceiro país com mais mortes pela doença registradas, com 254.197, mas a Universidade de Washington estima que esse número pode ser de mais de 654 mil.

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