Covid-19: Documentos apontam mais de 30 mortes nas 48h iniciais do colapso de oxigênio em Manaus

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Foto: AP Photo/Edmar Barros
Foto: AP Photo/Edmar Barros

O Ministério Público de Contas teve acesso a documentos que mostram que ao menos 31 pessoas morreram por falta de oxigênio nos dias 14 e 15 de janeiro, quando começou o colapso de oxigênio hospitalar vivido por Manaus. O insumo é utilizado no tratamento de pacientes com Covid-19. As informações são do G1.

Foi no dia 14 de janeiro que Manaus viveu cenas caóticas nas ruas com famílias correndo por conta própria em busca de cilindros para internados, recorde de casos de Covid-19 e necessidade de enviar pacientes para outros estados.

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Segundo o G1, o maior número de óbitos foi registrado no SPA e Policlínica Dr. José Lins. Um ofício assinado por Raimunda Gomes Pinheiro, diretor da unidade, registra sete óbitos no dia 14 e 4 no dia 15. O documento mostra que pacientes estavam internados e morreram pela falta de oxigênio.

Outra instituição, o SPA e policlínica dr. Danilo Correa, registrou sete mortos. Nesta unidade, Patrícia Castro, informou que as mortes ocorreram nos dias 14 e 15, mas a chamada “causa mortis” não indica asfixia.

Outras unidades como SPA Alvorada (6 mortes), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) (4 mortes) e Fundação de Medicina Tropical (3 mortes) também mostram óbitos por interrupção do fluxo de oxigênio hospitalar, de acordo com apuração do G1.

Nesta segunda-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou formalmente a abertura de inquérito para apurar a responsabilidade do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no colapso do sistema de saúde de Manaus.