Covas pede que eleitor compare quem já fez por SP; Boulos diz querer viver na propaganda do tucano

Sérgio Roxo
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Editoria de Arte

SÃO PAULO. Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) trocam acusações durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira. O tucano pediu que o eleitor compare quem já fez pela cidade na hora de votar. O psolista, por sua vez, afirmou de forma irônica que gostaria de morar na propaganda do atual prefeito.

Covas e Boulos foram entrevistados pelos mesmos jornalistas de forma alternada. Durante o programa, o candidato do PSDB defendeu o seu vice, Ricardo Nunes. O candidato do PSOL disse que, caso eleito, vai governar com responsabilidade fiscal, mas sem esquecer a responsabilidade social.

Com necessidade de subir nas pesquisas, Boulos fez mais críticas ao atual prefeito ao longo do programa. Covas defendeu a sua gestão e concentrou a maior parte dos ataques ao adversário em suas considerações finais.

— Você poder comparar (programa) quem já fez por São Paulo e quem está preso ao radicalismo ideológico — disse o candidato do PSDB.

O tucano ainda colocou em dúvida a disposição de Boulos, que teve origem político como líder do movimento de luta por moradia, em respeitar leis e decisões judiciais.

— Eu acredito que justiça social se faz com responsabilidade fiscal, não com discurso bonito. Minha cartilha é a cartilha do diálogo, da democracia, do respeito à lei, respeito às decisões judiciais.

Por fim, afirmou que no domingo o eleitor poderá escolher entre "o lado de quem enfrenta os problemas ou o da ilusão".

— O momento requer experiência e pés no chão.

Nas suas considerações finais, Boulos havia afirmado que a sua candidatura representa a mudança e que adversário representa a manutenção de "privilégios".

Antes, o candidato do PSOL havia criticado a forma como o atual prefeito apresenta a cidade que administra em sua propaganda eleitoral.

— Eu gostaria tanto de morar naquela cidade. acho aquela cidade da propaganda do Bruno Covas colorida e maravilhosa, pena que não é a São Paulo real.

Boulos ainda falou que o seu adversário tem "dificuldade" de falar se sua vice, o vereador Ricardo Nunes (MDB). Durante a campanha, foi divulgado que a mulher de Nunes chegou a acusá-lo de violência doméstica e que um grupo ligado ao parlamentar faturava com creches tercerizadas da prefeitura.

— Não há denúncia de agressão contra o Ricardo Nunes — havia afirmado Covas, durante o programa.

Em outro momento, o tucano acrescentou que Nunes "não responde a nenhum processo judicial". Reconheceu, porém, que preferia uma mulher para o posto de vice, mas escolheu o vereador para contemplar um dos partidos que o apoia.

O candidato do PSOL foi questionado se governaria com responsabilidade fiscal e respondeu:

— Sem dúvida. Agora responsabilidade fiscal não pode significar irresponsabildiade social.

Em outro momento, Boulos disse que, caso eleito, pretende exercer um papel de liderança polícia no país. Covas aproveitou a afirmação para atacar o adversário.

— A gente viu aqui candidato dizendo que quer ser prefeito para fazer antagonismo ao governoe estadual e ao governo federal. Está mais preocupado com as eleições estadual e presidencial.

O candidato do PSOL, por sua vez, afirmou que caso eleito acabará com o toma lá da cá em que cargos de comando das subprefeituras são trocados por apoio na Câmara.