Corte britânica diz que Johnny Depp não pode apelar de condenação por agredir ex-esposa

Michael Holden
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Johnny Depp no Festival de Cinema de Zurique

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - O tribunal de apelação de Londres recusou nesta quinta-feira a Johnny Depp uma permissão para contestar um veredicto do ano passado que concluiu que o ator de Hollywood é um "espancador de esposa", o que significa que ele esgotou sua batalha legal contra a decisão no Reino Unido.

Em novembro, Andrew Nicol, juiz da Alta Corte, arbitrou contra Depp, astro de filmes como "Piratas do Caribe" e "Edward Mãos de Tesoura", depois que este entrou com um processo de difamação contra o tabloide Sun.

Depois de três semanas de audiências no verão passado, Nicol concluiu que Depp, de 57 anos, agrediu violentamente sua ex-esposa, a atriz Amber Heard, de 34 anos, durante um relacionamento tempestuoso de cinco anos, fazendo-a temer pela própria vida.

"Como dissemos, não é fácil persuadir este tribunal a anular as conclusões de um juiz de julgamento puramente com base em questões factuais", disseram os dois juízes do tribunal de apelação em seu parecer.

"Não acreditamos que existe uma perspectiva real de este estar preparado para fazê-lo neste caso."

Na semana passada, os advogados de Depp disseram que o veredicto de Nicol estava "simplesmente errado" e pediram para usar novos indícios que, disseram, mostram que a afirmação de Heard de que ela doou o acordo do divórcio a uma instituição de caridade foi "uma mentira calculada e manipuladora".

Mas o tribunal de apelação disse que as audiências foram justas.

"Ele deu motivos detalhados para suas conclusões, que não se mostrou nem possivelmente serem contaminadas por nenhum erro de abordagem ou equívoco da lei", disse o juiz.