Coronavírus: Rio poderá ter 24 mil casos em 1 mês, estima secretário

Secretário pediu que medidas de contenção sejam seguidas. (Foto: Wagner Meier/Getty Images)

Os casos confirmados de coronavírus no estado do Rio de Janeiro poderão chegar a 24 mil dentro de um mês, caso as medidas de prevenção não sejam corretamente adotadas. A previsão é do próprio secretário de Estado de Saúde do Rio, Edmar Santos.

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“Se as pessoas não seguirem as orientações, daqui a aproximadamente três semanas nós teremos mais de 24 mil pessoas infectadas em quatro semanas e certamente haverá dificuldade para atender esse volume na rede de CTI que temos hoje”, afirmou o secretário durante entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo.

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Nesta segunda (16), o balanço atualizado dos casos no Estado apontou 25 confirmações para a covid-19. No Brasil, o último balanço trazia 200 casos. No mesmo dia, foi registrado o primeiro paciente com estado gravíssimo: um homem na faixa dos 60 anos internado em um hospital da rede privada.

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A previsão semanal feita pela Secretaria de Saúde do Rio estimou que poderão ser: 210 casos confirmados no dia 21 de março; 2,4 mil casos na semana seguinte (28/3); e 24 mil casos confirmados de coronavírus no dia 4 de abril.

Desses casos, a Secretaria acredita que 85% serão com sintomas leves - sem necessidade de internação. Os 15% restantes deverão ocupar os leitos das unidades de saúde, sendo que somente 5% precisarão de leitos da CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

A necessidade de permanecer em casa foi reforçada. “Com exceção dos casos de trabalho, compra de alimentos ou ida a médicos, as pessoas devem ficar em casa. Se essa medida for tomada, a transmissão deixa de ser de um para três e passa a ser de um para um. Com isso, podemos ficar com três mil ou quatro mil casos”, completou o secretário.

MAIS MÉDICOS CUBANOS

Diante do crescimento de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil, o governo federal deve convocar médicos cubanos que trabalhavam no programa Mais Médicos para ajudar no controle da pandemia. A medida foi confirmada por João Gabbardo, secretário-executivo do Ministério da Saúde, em entrevista ao canal Globonews.

De acordo com Gabbardo, o chamado abrangerá estudantes de medicina a partir do sexto ano e chegará até médicos aposentados. O secretário disse que o objetivo é auxiliar a reposição de parte da mão de obra perdida durante o trabalho de prevenção, tendo em vista que os médicos também ficam doentes.

"A preocupação com o médico é muito importante porque ele é muito atingido com o coronavírus. Na Itália aconteceu isso, 40% da força médica e de enfermagem a gente perde no transcorrer da doença, porque eles ficam doentes. Mesmo que os sintomas deles sejam leves, eles têm que ser isolados para não ficar transmitindo a doença para os seus pacientes", disse.

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