Coronavírus: Presidente da Caixa alerta sobre golpe e diz que banco não avisará trabalhadores sobre auxílio de R$ 600

Foto: AP Photo/Leo Correa

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, alertou que a instituição não enviará nenhum tipo de mensagem para cadastrar trabalhadores informais que terão direito a receber o auxílio emergencial de R$ 600 devido a crise gerada pelo novo coronavírus. Qualquer contato por WhatsApp, e-mail ou telefonema oferecendo ajuda para receber o dinheiro é falso.

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"Zero chance de a Caixa enviar mensagem", afirmou Guimarães em entrevista ao programa "Poder em Foco", que irá ao ar neste domingo (5), à meia-noite, no SBT. Ele explicou que é a pessoa que deverá procurar o banco pelos canais oficiais da instituição (internet, telefone e aplicativo que será lançado na terça-feira para registrar os trabalhadores que não estão no cadastro único do Governo nem no Bolsa Família). No início da semana, o governo anunciará o calendário de pagamentos do benefício.

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A Caixa, segundo seu presidente, estuda abrir empréstimos para microempreendedores com juros de 6 a 7% ao ano, em trabalho coordenado com o Sebrae. Guimarães negou qualquer possibilidade de privatização do banco.

"Neste governo, nós não temos essa discussão em relação a privatizar a Caixa. O que existe são conversas para abrir o capital de subsidiárias de seguro, cartões, gestão de patrimônio. Quero reforçar, não será o presidente Jair Bolsonaro que entrará na discussão de privatizar a Caixa. A gente respeita totalmente, 100%, a posição do presidente. O que acontece com a Caixa é que ela tem um papel social claríssimo. O que fica claro é que, se ela algum dia ela não for mais estatal, alguém tem que fazer esse serviço", destacou.