Meu pai saiu apenas para ir ao mercado, diz filha de vítima do novo coronavírus em SP

Médico realiza checagem de sintomas da Covid-19 em homem em São Paulo - Foto: AP Photo/Andre Penner

A pandemia do novo coronavírus tem feito o Brasil colecionar histórias tristes diariamente. Edson Oenning, 45 anos, é um protagonista de uma das mais recentes. O segurança particular foi liberado por seus patrões do trabalho devido ao risco de contaminação e estava há quase três semanas em quarentena junto com a mulher e três filhos na casa da família no Brás, região central de São Paulo. Ainda assim, ele faleceu em um hospital particular na zona oeste da cidade, vítima da Covid-19. As informações são do Portal UOL.

Edson, que morreu na quinta-feira (02), foi ao mercado com a esposa para comprar alimentos e álcool gel. Logo depois, ele sentiu falta de ar e dor no corpo. Diante desse cenário, ele e a família suspeitaram de que Edson pudesse estar com o novo coronavírus.

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Ele e a família decidiram ir a um pronto-socorro particular no último dia 24. Lá, foram orientados a voltar para casa. Dois dias depois, o segurança voltou ao hospital porque não conseguia respirar. De acordo com a família, Edson foi transferido para outra unidade hospitalar particular e acabou entubado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

No dia 31, de acordo com informações do hospital, Edson havia melhorado. Na última quinta, porém, a instituição informou que o rim do segurança particular havia parado de funcionar e que havia água em seu pulmão. Horas depois, o hospital comunicou à família que o paciente havia tido uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

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"Desde quando começou a quarentena, a gente não saiu muito. Na única vez que ele saiu, meu pai saiu de casa para ir ao mercado com a minha mãe. Então, a gente acredita que tenha sido infectado lá. Nós moramos em cinco: ele, minha mãe e meus dois irmãos, mas, por enquanto, está tudo bem com a gente, a gente não teve sintomas", disse a filha Jaqueline Gomes da Silva, 22 anos, estudante de psicologia, ao UOL.

Ainda de acordo com a filha da vítima, o caixão de Edson será lacrado. A vítima será cremada e suas cinzas levadas para o sítio da família no Paraná.

"No hospital, os médicos falaram que a gente não podia vê-lo. Nem um abraço a gente pôde dar nele no hospital. O médico falou que, se a gente quisesse ver de longe, podia, mas tinha que estar ciente de que a gente estava se expondo ao risco", contou Jaqueline.

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