Coronavírus: OMS eleva a ameaça internacional para "muito alta"

Trabalhadores com roupas de proteção desinfetam estação de metrô em precaução ao novo Coronavírus, em Seoul, na Coreia do Sul. (Foto: AP Photo/Ahn Young-joon)

A OMS (Organização Mundial da Saúde) elevou a ameaça internacional do Coronavírus Sars-CoV-2 para muito alta.

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"O aumento contínuo do número de casos da doença causada pelo vírus, a chamada Covid-19, e o aumento do número de países afetados são de clara preocupação", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

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"Nossos epidemiologistas estão monitorando os desdobramentos, e agora aumentamos nossa avaliação do risco de espalhamento e o risco de impacto da COVID-19 para muito alta num nível global."

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Até o momento, o vírus deixou mais de 83 mil infectados e matou mais de 2.800 pessoas (a maioria na China). Fora da China, há cerca de 4.000 casos em 49 países e 67 mortes, segundo a OMS.

Nas últimas 24 horas, a China reportou 329 casos da doença, o menor número em um mês. Enquanto isso, 24 casos foram exportados da Itália para 14 países, e 97 casos foram exportados do Irã para 11 países.

Segundo o diretor da OMS, até o momento a maioria dos casos podem ser ligados a contatos conhecidos ou aglomerados de casos. "Não vemos evidência ainda de que o vírus está se espalhando livremente nas comunidades", disse. "Ainda temos chance de conter o coronavírus se ações robustas forem tomadas para detectar casos de forma precoce, isolar os pacientes e cuidar deles e rastrear os contatos."

Ghebreyesus também afirmou que há mais de 20 vacinas sendo desenvolvidas no mundo. "Esperamos os primeiros resultados em algumas semanas, mas não precisamos aguardar vacinas e soluções terapêuticas. Há coisas que cada indivíduo pode fazer para se proteger e proteger os outros hoje", disse, referindo-se às boas práticas de higiene respiratória, como lavar sempre as mãos e espirrar e tossir no cotovelo ou em lenços descartáveis.

"Seu risco depende de onde você mora, sua idade e sua saúde em geral", lembrou o diretor.

Pessoas com mais de 60 anos e/ou com doença respiratória, cardiovascular ou diabetes têm maior chance de desenvolver a doença causada pelo coronavírus, e o ideal, segundo a OMS, é que evitem aglomerações ou lugares onde poderiam interagir com pessoas doentes.

da FolhaPress