Coronavírus: no DF, paciente é uma das mais afetadas do Brasil e segue em estado grave; marido testou positivo

Getty

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a paciente de 52 anos diagnosticada com o novo coronavirus (COVID-19) no DF está em estado grave, mas estável. Ela teve uma melhora discreta no quadro respiratório nesta quarta-feira (11) e segue internada em isolamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

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Segundo boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde, a paciente respira com ajuda de aparelhos, mas não apresenta mais febre. O quadro foi agravado por outras doenças que ela já possuía.

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Primeiro caso confirmado da doença na capital, a mulher passou a exibir sintomas após uma viagem ao Reino Unido e à Suíça. Ela retornou à capital em 26 de fevereiro e procurou um hospital particular em 4 de março, apresentando febre, tosse e secreções.

Na madrugada do dia 6, ela foi transferida para o Hran, unidade de referência para o tratamento do vírus.

Segundo o GDF, o marido da paciente, de 45 anos, teve contato com ela e se recusava a ficar em isolamento e a testar sorologia. 

A Procuradoria-Geral do DF entrou com uma ação para obrigar o marido a fazer o exame e a ficar em isolamento domiciliar. A advogada da família nega que ele tenha se recusado.

O exame deu positivo, como confirmou o governo do Distrito Federal na noite de terça-feira (10). Ele deverá ficar em isolamento domiciliar, pois não apresenta sintomas que necessitem de internação. 

Com isso, o DF passou a ter dois casos confirmados da doença. O Ministério da Saúde ainda não contabilizou o exame do homem e aponta 68 casos suspeitos no Distrito Federal.

Outras cinco pessoas que tiveram contato com o casal estão sendo monitoradas.

Medidas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal proibiu a visita a pacientes diagnosticados com o novo coronavírus que estejam internados em unidades de internação e Unidades de Terapia Intensiva da capital.

Entre as justificativas para a proibição, a Secretaria de Saúde cita que o tempo de transmissão do vírus é considerado de sete dias em média, conforme o Ministério da Saúde, e que “dados preliminares” indicam que pessoas sem sintomas também podem transmitir.

“Não há informação suficiente que defina quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus”, destaca.