Fala atribuída a Bolsonaro sobre uso de máscara ser 'coisa de viado' provoca debate

Equipe HuffPost
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Mesmo com o aumento de casos de covid-19 e dos mais de 65 mil mortos pela doença no País, o presidente Jair Bolsonaro debochava de métodos de proteção nos bastidores do Palácio do Planalto, chegando a constranger funcionários e classificando o uso de máscaras como “coisa de viado”.

As informações são da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a coluna, pessoas que estiveram com o presidente recentemente relataram momentos de tensão e disseram que Bolsonaro se recusa a usar máscaras em visitas feitas a ele, se aproxima dos visitantes e os cumprimenta com um aperto de mão, desrespeitando assim o distanciamento social.

O presidente está sendo criticado pelo movimento LGBT por usar linguagem homofóbica para zombar do uso do equipamento de proteção. Nas redes sociais, a declaração atribuída ao presidente provocou debate sobre homofobia e padrões de masculinidade, além da hashtag #CoisadeViado.

Presidente Bolsonaro utiliza máscara de forma inadequada em evento no Planalto. O uso é individual e deve-se evitar tocar nos olhos, nariz e boca.
Presidente Bolsonaro utiliza máscara de forma inadequada em evento no Planalto. O uso é individual e deve-se evitar tocar nos olhos, nariz e boca.

Bolsonaro, que tem histórico de declarações consideradas discriminatórias contra a população LGBT, teria ainda dito a um dos visitantes que o “medo” que ele disse ter da contaminação era “besteira”. Comentários associando o uso de máscaras à sexualidade, em tom pejorativo, teriam sido feitos a funcionários.

Bolsonaro, que já classificou a doença como uma “gripezinha” em pronunciamento em rede nacional, foi diagnosticado com novo coronavírus nesta terça-feira (7). O mandatário disse que sentiu dores no corpo, cansaço e febre de 38ºC, e que lhe foi receitada hidroxicloroquina com azitromicina.

A reação da comunidade LGBT e as discussões sobre homofobia

“Tem toda razão, presidente. Máscara é coisa de viado. De viado inteligente. De viado preocupado com segurança e a saúde do próximo. De viado que não acha que vai ser menos macho por seguir recomendações de saúde”, escreveu o jornalista Fernando Oliveira, no Twitter, ao criticar a fala do presidente.

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