Rodrigo Maia pede para Bolsonaro 'esquecer divergências' diante da pandemia

Pedido de Maia aconteceu após Bolsonaro desafia-lo a 'ir às ruas'. (Foto: Nelson Almeida / AFP via Getty Images)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), amenizou o tom e pediu ao presidente Jair Bolsonaro para “esquecer as divergências” entre os dois diante da escalada dos casos de coronavírus no Brasil. O pedido aconteceu durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa “90 Minutos”, da Rádio Bandeirantes, na manha desta segunda-feira (16).

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“O presidente, na conversa pessoal, é muito bom em diálogo, muito mais do que parece ser. Vamos esquecer nossas divergências e olhar para o povo. A situação é muito complexa para gente ficar olhando 'olha o que você fez ontem, olha o que eu fiz hoje'. A gente tem que olhar para frente", disse Maia.

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Antes da entrevista de Maia, Datena havia conversado por telefone com o presidente Jair Bolsonaro, ao vivo. No domingo (15), após contrariar as recomendações do próprio Ministério da Saúde e comparecer às manifestações, Bolsonaro fez um desafio a Maia e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).

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“Eu gostaria que eles saíssem às ruas como eu”, disse Bolsonaro, ao ser questionado por um repórter da CNN Brasil sobre as críticas que recebeu dos parlamentares por sua presença nos atos de Brasília. 

Já na entrevista desta manhã, Bolsonaro afirmou que assumirá a responsabilidade caso tenha se contaminado ao interagir com a população, contrariando indicações médicas.

Segundo o presidente, em entrevista à Rádio Bandeirantes, “ninguém tem nada a ver com isso”. "Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha. Ninguém tem nada a ver com isso", afirmou o presidente, que saiu sem máscara, cumprimentou simpatizantes e manuseou celulares de apoiadores no último domingo (15), em Brasília.

Bolsonaro afirmou também que realizará novo teste para coronavírus na próxima terça-feira (17).

Sobre os protestos que ocorreram em diversas cidades, o presidente disse que não pode fazer nada para impedir manifestações populares.

"Não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Não houve protesto nenhum. Eles estavam, em grande parte, fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final. Não convoquei ninguém para ir", disse o presidente que compartilhou diversos vídeos de manifestações pelo país.

O presidente ainda afirmou que tem o “direito” de apertar as mãos das pessoas e que tem “obrigação moral de saudar o povo”.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, criticaram Bolsonaro por participar de atos a favor do governo e contrários ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente, no entanto, nega que as manifestações tenham atacado outros Poderes.

“Que exemplo essas pessoas estavam dando no tocante a essa preocupação? O que está em jogo? Uma disputa política. Eu estou sozinho num canto apanhando. É uma luta de poder", afirmou Bolsonaro ao rebater as críticas.

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