Com suspeita de coronavírus, secretário de Bolsonaro se encontrou com Donald Trump

Fábio Wajngarten, de boné, posou para foto ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: Reprodução/Instagram/Alvaro Garnero)

Com suspeita de coronavírus desde que voltou dos Estados Unidos, Fábio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação), esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a viagem da comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Miami.

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O momento do encontro foi registrado pelo empresário Alvaro Garnero. Na foto, Wajngarten aparece ao lado de Trump. No mesmo evento também estava o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), bem como o vice-presidente dos EUA, Mike Pence. Na volta, Wajngarten esteve no mesmo avião do presidente.

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As informações de que Wajngarten estaria com suspeita de coronavírus são da jornalista Monica Bergamo, publicadas em sua coluna no jornal Folha de São Paulo. Após a suspeita, Wajngarten foi ao Hospital Israelita Albert Einstein, onde realizou exames clínicos nesta quarta-feira (11). Os resultados só sairão nesta quinta (12).

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O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (11) que os casos confirmados de coronavírus no Brasil saltaram de 34 para 52. Ainda restam 907 casos suspeitos em análise, sendo que outros 935 casos já foram descartados para Sars-Cov-2, agente causador da doença Covid-19.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou, também nesta quarta, que o mundo enfrenta uma pandemia da doença. Declarar uma pandemia significa dizer que os esforços para conter a expansão mundial do vírus falharam e que a epidemia está fora de controle.

CORONAVÍRUS ‘NÃO É TUDO ISSO’

Ainda em Miami, Bolsonaro negou que houvesse uma crise no Brasil após o dia caótico enfrentado pelo mercado brasileiro na véspera e considerou os problemas que levaram à pior queda da bolsa em duas décadas "uma fantasia".

"Durante o ano que se passou, obviamente, tivemos momentos de crise. Muito do que tem ali é muito mais fantasia. A questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga", disse o presidente, acrescentando que a crise com a queda do petróleo foi aumentada pela imprensa.

"Alguns da imprensa conseguiram fazer de uma crise a queda do preço do petróleo, entendo que daria muito mais... é melhor cair 30% do que subir 30% do preço do petróleo. Mas isso não é crise", continuou.