Como funciona o PCR, o exame que detecta o novo coronavírus

Como funciona o teste PCR (Foto: Getty Images)

Por Nicola Ferreira, da Agência Einstein

O Hospital Israelita Albert Einstein decidiu na segunda-feira (16) suspender a realização de exame PCR para detecção do vírus causador da Covid-19 em indivíduos assintomáticos, sintomáticos leves, com pedido médico e também a coleta domiciliar de amostras para a execução do teste. O objetivo é usar o recurso apenas nos casos graves, que necessitam de internação. A medida foi tomada como forma de racionalizar a utilização do teste e evitar seu desabastecimento. O hospital tem a capacidade de realizar cerca de 3,5 mil por dia. O número de exames diários aumentou gradualmente, atingindo a marca de 1,7 mil no último fim de semana. 

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O teste é a resposta final e precisa sobre a presença do vírus na amostra analisada. Foi por meio dele que, no dia 24 de fevereiro, confirmou-se primeiro caso da Covid-19 no País. A identificação ocorreu no laboratório da instituição, utilizando a técnica conhecida como RT-PCR (sigla em inglês para transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). O método, utilizado em laboratórios desde 1983, pode ser aplicado em diversas áreas da pesquisa e do diagnóstico, como detecção de outros vírus, além de estar em avaliação para uso da análise do perfil genético de tumores. 

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Como funciona?

A primeira ação do RT-PCR é o uso da enzima transcriptase reversa para transformar o RNA do vírus em DNA complementar, também chamado de cDNA. O RNA é produzido a partir de uma molécula de DNA e apresenta informações com as quais é possível coordenar a produção das proteínas. Depois de ter sido transformado, são inseridos dois primers, que é uma fita simples de DNA, para auxiliar a amplificação do material genético em 100 milhões de vezes. Com uma sonda complementar ao vírus procurado é possível observar se o conteúdo molecular é correspondente ao do agente infeccioso que os pesquisadores estão investigando. 

Passo a passo do PCR

  • Transforma RNA do vírus em DNA

  • DNA é ampliado utilizando fitas de DNA simples

  • Observa se há sinais do vírus nas amostras

  • Se for positivo, é confirmada a suspeita de coronavírus

(Fonte: Agência Einstein)

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