Coronavírus: casos suspeitos no Brasil caem para 11, diz Ministério da Saúde

Foto: Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images

O Brasil tem 11 casos suspeitos de infecção pelo novo Coronavírus e se mantém sem nenhuma confirmação da doença no país, conforme balanço atualizado pelo Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (05).

São dois casos suspeitos a menos do que na véspera, segundo a pasta. Os casos sob suspeita que estão sendo monitorados, conforme o ministério, são dos seguintes Estados: 5 no Rio Grande do Sul, 4 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e também 1 em Santa Catarina. Até o momento, 21 casos foram descartados no país.

De acordo com a pasta, todas as notificações foram recebidas, avaliadas e discutidas com especialistas do Ministério da Saúde, caso a caso, junto com as autoridades de saúde dos Estados e municípios.

A epidemia do novo coronavírus já atingiu mais de 20 países e matou mais de 400 pessoas, quase todas na China.

Quase 500 mortos na China

Milhões de habitantes da China receberam a ordem nesta quarta-feira (5) de permanecer confinados em suas casas, em cidades com as ruas cercadas, enquanto as autoridades lutam contra a epidemia de Coronavírus que já matou 490 pessoas.

A preocupação mundial aumenta, à medida que mais países registram casos que não foram importados da China. Dez pessoas deram resultado positivo para o vírus em um navio de cruzeiro que foi colocado em quarentena no Japão.

Com mais de 24.000 casos apenas na China, um número crescente de cidades adotou restrições nos últimos dias em áreas afastadas da província de Hubei (centro), o epicentro da epidemia, em uma tentativa desesperado de frear o novo coronavírus.

Quase 56 milhões de pessoas da província de Hubei, que tem a cidade de Wuhan como capital, estão praticamente confinadas desde a semana passada.

Em Hangzhou, a apenas 175 km de Xangai, barreiras verdes bloqueiam as ruas que levam à sede da gigante de tecnologia chinesa Alibaba, enquanto um avião de combate sobrevoa a região em círculos. Revendedores foram autorizados a entrar na zona para assegurar o abastecimento.

***Com informações da Reuters e da AFP