Coronavírus: brasileira presa no Peru espera ação do governo para conseguir voltar ao Brasil

A administradora de 34 anos tem tentado manter a calma mesmo diante da proibição de deixar o hotel; quando viajou, o Peru tinha registrado poucos casos de covid-19. (Foto: Arquivo Pessoal)

Danielle Bustamente chegou ao Peru no último domingo, 15, e ficaria uma semana no país. O que ela não imaginava é que ficaria sem previsão para conseguir voltar ao Brasil. No mesmo dia em que a brasileira chegou, o governo peruano decretou situação de emergência e fechou as fronteiras do país.

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Como o número de casos de coronavírus no Peru era baixo antes de Danielle viajar, ela optou por não cancelar a viagem. Agora, ela está proibida de sair do hotel em que está hospedada, em Lima.

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Nesta terça-feira, o ministério da Saúde peruano confirmou 117 casos de COVID-19. 

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A administradora afirma que tem tentado manter a calma. “Estou bem de saúde, que é o mais importante”, afirma. Danielle tem feito as refeições dentro do hotel, pelas quais ela paga um valor adicional. 

Danielle conseguiu fazer um tour na segunda-feira, mas, quando chegou ao centro da cidade, viu tudo fechado e o exército mandando todos de volta para casa.

Nesta terça-feira ela tinha um voo para Cusco. Como ficará no hotel, também teve de pagar mais diárias – e garante que não há qualquer tipo de auxílio financeiro por parte das autoridades. 

Há diversos brasileiros no Peru no momento. Danielle conta que há um grupo no Whatsapp pelo qual eles se comunicam e tentam se ajudar. Um grupo foi até a embaixada brasileira em Lima dois dias seguidos. Segundo relatos recebidos por Danielle, na segunda-feira ninguém os recebeu. Nesta terça, a embaixada estava fechada.

“NO ESCURO” SEM INFORMAÇÕES

As informações dadas pelas autoridades brasileiras no Peru são de que as leis locais devem ser seguidas. 

Danielle relata que, no grupo do Whatsapp, brasileiros estão bastante nervosos. Alguns, que estavam em Cusco, chegaram a ser expulsos de hotéis e não tinham onde passar a noite. 

Até o momento, a brasileira não recebeu qualquer tipo de informação da companhia aérea pela qual comprou as passagens. Não há a possibilidade de remarcar e a empresa tem cancelado os voos do dia. 

Agora, ela espera uma ação do governo do Brasil para voltar para casa, como o que aconteceu com os brasileiros que estavam em Wuhan, na China. “A gente está esperando a mesma coisa, ainda mais que estamos mais perto”, ponderou.  

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