Coronavírus: cai para 9 número de casos suspeitos no Brasil

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa sobre os casos de Coronavírus no Brasil. (Foto: Sergio Lima/AFP via Getty Images)

O Brasil registrou uma queda para 9 casos suspeitos de infecção pelo novo Coronavírus, sem qualquer confirmação da doença respiratória no país, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, na manhã desta quinta-feira durante reunião com secretários estaduais e municipais para discutir ações em relação ao vírus.

Os casos suspeitos sob investigação são 3 em São Paulo, 3 no Rio Grande do Sul, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Santa Catarina e 1 em Minas Gerais, de acordo com o ministério. Na véspera, segundo o secretário, eram 11 casos suspeitos. Até o momento, conforme Oliveira, o Brasil já descartou 24 casos suspeitos do novo Coronavírus.

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Oliveira disse que excepcionalmente o ministério trabalhou para apresentar esses dados na reunião com os secretários de Saúde pela manhã desta quinta. A pasta tem feito a divulgação diária dos dados em entrevistas coletivas à tarde.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, coordena os trabalhos da reunião e comentou sobre a necessidade de discutir ações conjuntas em relação ao coronavírus e outras enfermidades, citando a tentativa de se erradicar o sarampo.

O surto de coronavírus, que tem a China como epicentro, registrou 563 mortes naquele pais e já infectou cerca de 28 mil pessoas, segundo autoridades chinesas.

USO DE MÁSCARAS

O governo brasileiro pretende investir cerca de R$ 140 milhões para compras de toucas, luvas e outros insumos, incluindo elas, as máscaras. Mas esse item é útil na prevenção ao vírus? Na opinião da infectologista Rosana Ritchtmann, a mascará é um utensílio útil, mas é preciso usá-la corretamente e trocá-la na frequência correta

“[A máscara] é uma barreira, só que é preciso saber usar. Aqui no Brasil não há uma cultura sobre isso. Importante ressaltar que não é só usar a máscara pendurada, é preciso amarrá-la adequadamente. Depois de duas horas, quando a máscara fica úmida, ela perda seu poder de filtração e é preciso trocá-la”, diz Ritchtmann.

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Ela ressalta, no entanto, que não há sentido em usar máscara no Brasil diante da situação atual. O último boletim do Ministério da Saúde informa que o país tem 11 casos investigados como suspeitos e nenhum confirmado.

O Ministério da Saúde não orienta que a população utilize máscaras sem que haja a confirmação de casos no Brasil. A pasta admite que elas são úteis, pelo menos por ora, a profissionais de saúde, trabalhadores de aeroportos e portos que recebem pessoas de foras do país e pacientes suspeitos no contato com outras pessoas.

O aporte de R$ 140 milhões destino para compra de insumos é uma medida de precaução para evitar um cenário de falta desses materiais no mercado diante da alta procura de máscaras por populares. Normalmente, segundo o Ministério da Saúde, a responsabilidade por adquirir tais itens recai sobre os hospitais.

Luiz Henrique Mandetta disse que o valor será utilizado mediante uma situação “intermediária” de necessidade frente uma possível entrada do coronavírus no país. O montante poderia chegar a R$ 500 milhões em um cenário de alerta máximo definido como “epidemia generalizada”.

Na última semana, o governo declarou emergência de saúde pública devido ao novo coronavírus. A medida foi tomada para facilitar a busca de um grupo de brasileiros em Wuhan, epicentro do surto na China. A previsão é que o grupo chegue ao Brasil na madrugada do próximo sábado (8).

com informações da Reuters