Coronavírus: Bolsonaro não participa de videoconferência com presidentes sul-americanos sobre o tema

(Foto: Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu não participar de uma videoconferência em que chefes de Estado da região discutiram atuações conjuntas para a crise do coronavírus.

A reunião online foi realizada, no início da tarde desta segunda-feira (16), no âmbito do Prosul - organismo internacional criado no ano passado por governantes de direita e de centro-direita na América do Sul.

O Brasil foi representando pelo ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), que cumpre período de isolamento por ter tido contato com pessoas que contraíram o coronavírus. O chanceler fez parte da comitiva presidencial que, entre 7 e 10 de março, esteve na Flórida (EUA). Ele realizou o exame, que deu negativo, mas outros integrantes da missão oficial foram infectados.

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Participaram da videoconferência diversos mandatários da região, entre eles os presidentes Alberto Fernández (Argentina), Martín Vizcarra (Peru), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Sebastián Piñera (Chile), Lenín Moreno (Equador), Ivan Duque (Colômbia) e Jeanine Añez (Bolívia).

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Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 200 casos confirmados e 1.913 suspeitos do novo coronavírus. O mais recente boletim da OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que os demais países sul-americanos têm números menores de infectados.

O Chile tem 61 casos confirmados; a Argentina 45; o Peru 43; a Colômbia 24 e o Equador 23. Embora em números absolutos a presença do vírus seja menor nessas nações, algumas delas tomaram medidas drásticas para conter a doença em seus territórios.

Duque, por exemplo, anunciou que a entrada no país foi restringida a todos os estrangeiros, exceto os que têm residência permanente na Colômbia. Fernández, por sua vez, decretou a suspensão por 30 dias dos voos para a Argentina provenientes da Europa, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, China e Irã.

Na videoconferência desta segunda, os participantes trataram de vários temas para melhorar a coordenação dos diferentes países na resposta ao coronavírus. Conversaram, por exemplo, sobre a possibilidade de países comprarem conjuntamente insumos hospitalares para obter o melhor preço. Também falaram sobre a possibilidade de facilitar a circulação de medicamentes entre os seus territórios e melhorar os controles sanitários nas fronteiras terrestres.

Ficou estabelecido que haverá em breve uma nova reunião online, dessa vez no âmbito do Mercosul.

Informações da Folha de S.Paulo