Coronavírus: previsto para agosto, retorno das aulas deve ser 'híbrido' e escalonado

(Foto: Getty Images)

Um dos pontos mais discutidos dos efeitos da pandemia do novo coronavírus é o retorno às aulas. Ainda não há um modelo a ser seguido, mas a tendência é que seja uma fórmula híbrida, um misto de atividades a distância e aulas presenciais. Ao que tudo indica, agosto é o mês mais provável para o retorno para aproveitar o começo do segundo semestre.

Um dos problemas desse modelo é a chamada exclusão digital. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios apontou que 21% dos estudantes de 5 a 17 anos da rede pública não têm acesso à internet.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o Consed, órgão que reúne gestores estaduais, estima um custo até agora de R$ 1,9 bilhão com medidas durante a pandemia.

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Além desses gastos, os secretários de Educação calculam que as redes terão uma redução de R$ 20 bilhões via Fundeb (principal mecanismo que financiamento da educação básica). Isso se dá principalmente pela queda na arrecadação.

Outro estudo, do Movimento Todos Pela Educação e do Instituto Unibanco, indica que a perda para os estados pode chegar a R$ 28 bilhões neste ano.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a volta é debatida entre as secretarias de Educação e o Consed. O MEC, porém, não participar dessa força-tarefa. O presidente Jair Bolsonaro já defendeu a reabertura das escolas.

As instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, estão fechadas desde março.

Uma ideia é o retorno por faixa etária. Assim, alunos mais velhos voltariam antes, pois crianças pequenas costumam não ter sintomas caso contraiam o vírus, o que é um perigo maior para a disseminação da doença. Ainda de acordo com o jornal, as aulas presenciais também devem acontecer em dias alternados.

Os grupos que ficarem em casa receberão atividades online e vice-versa. Os sábados devem entrar na semana letiva.

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