Coronavírus: com apenas 100 mortes, Austrália começa a retomar rotina

Austrália registra cerca de 7 mil casos de coronavírus; país fechou no início de março (Foto: AP Photo/Rick Rycroft)

Na Austrália, ainda é possível contar a história de cada uma das pessoas que morreram em decorrência do coronavírus. A 100ª vítima das Covid-19 foi Alice Bacon, de 93 anos. O país tem pouco mais de 7 mil casos, dos mais 6,4 mil já estão recuperados.

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A brasileira Bruna Scheiner, de 33 anos, mora em Sydney há oito meses e relata que desde o primeiro caso confirmado, os australianos entraram em um regime de quarentena. “Desde o começo de maro as pessoas já estavam trabalhando de casa e praticando distanciamento social”, relata.

“Fecharam restaurantes, cafés, bares, cafés e só deixaram serviços essenciais abertos. Além disso, foi imposta uma multa para quem fosse visto na rua com mais de uma pessoa, e tinham números para denunciar ‘festinhas’”, diz Bruna.

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A tecnologia foi uma aliada relevante no combate ao coronavírus. Há um número de Whatsapp que a população pode consultar todos os dados do país no momento que quiserem. Por essa ferramenta, o governo informa número de casos total e dividido por regiões, mortes e também de testes. No momento em que dava entrevista à reportagem, Bruna checou e o número de testes passava de um milhão. A Austrália tem cerca de 25 milhões de habitantes.

Há também um aplicativo que avisa caso alguém por perto tenha sido infectado pelo coronavírus.

A percepção dela é que desde o início da pandemia o governo federal está alinhado com os estados. “Falam a mesma coisa. Além de aparecerem diariamente na TV para atualizar números e próximos passos”, conta.

Agora, Bruna está retomando a vida normal. Ela já pode sair normalmente e bares e restaurantes voltaram a funcionar, mas com limite de frequentadores.

A fisioterapeuta Mayara Barbar vive na Austrália há quase 3 anos. Faz uma semana que não há novos casos na região em que ela mora, em South Australia. “As medidas do governo foram extremamente essenciais para o controle da Covid-19. Sem o isolamento inicial, a gente não estaria como está hoje”, opina.

Apesar de poder sair de casa, Mayara afirma que o pedido do governo é que as pessoas evitem, se não for essencial. “Aos poucos estão liberando as antigas restrições, como andar na rua com pessoas que não moram com você. Antes, isso poderia resultar em multa”, conta.

Para evitar que os hospitais entrassem ficassem lotados, foram canceladas todas as cirurgias eletivas, assim como exames de imagem que não eram urgente.

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Nem Bruna nem Mayara conhecem pessoas que vivem na Austrália que tenha contraído coronavírus.

OLHANDO DE FORA

Mayara afirma que se sente muito segura no país onde vive. Ela toma todas as medidas necessárias, mas não tem medo de ir trabalhar ou ir ao supermercado. No entanto, a situação no Brasil preocupa. “Tenho medo de acordar e ter alguém da minha família diagnosticada com o vírus e não ter o tratamento necessário para sair dessa”, revela. “Me sinto incapacidade de ajudar pela distância.” Outra preocupação de Mayara é a situação política do país.

Bruna tem a mesma apreensão em relação à família. “Estou muito preocupada com os meus, que tem condições de estar em segurança e ficar em casa. Mas a irresponsabilidade de alguns ainda pode causar danos a muitsa gente. Infelizmente, acredito que o caminho do Brasil será árduo e longo”, opina.