Corinthians tem semana decisiva em campo e no lado financeiro

Luan foi o reforço mais caro para o ano e custou cerca de R$ 23 milhões (Marcello Zambrana/Agif)

Reunião do Conselho Fiscal, decisão contra o Guarani do Paraguai e muitas, mais muitas contas para pagar. É com essas obrigações que a semana do Corinthians se inicia. Na noite desta segunda-feira, o Conselho Fiscal alvinegro se reúne para votar o orçamento do clube para 2020 - na primeira reunião, em dezembro, não houve consenso.

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Já na quarta-feira,o Timão entra em campo para enfrentar o Guarani com a obrigação de vencer por dois gols de diferença para seguir na Libertadores. A eliminação nesta fase, o segundo e penúltimo mata-mata antes da fase de grupos, causaria prejuízo e enorme insatisfação em cima do trabalho.

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É que o Corinthians estima chegar pelo menos até as oitavas de final, de acordo com o orçamento. Se não alcançar pelo menos a fase de grupos, o Timão deixa de arrecadar cerca de R$ 20 milhões, entre cotas pagas pela Conmebol e receitas com os quatro jogos como mandante - três da fase de grupos e outro no próximo mata-mata.

Ao menos, de acordo com Matias Ávila, diretor-financeiro do Corinthians, a situação hoje já é mais tranquila no Parque São Jorge se comparada a de 2019. “Aliviamos em mais ou menos R$ 4 milhões por mês nossa folha salarial, graças a saídas de aproximadamente 30 jogadores”, explica.

A relação conta com atletas cujo contrato acabaram (como Giovanni Augusto, Guilherme e Marlone), além de outros dispensados (casos de Ralf e Jadson) e aqueles emprestados (como Renê Júnior, Thiaguinho, entre tantos outros).

A folha salarial do Corinthians, que chegou a bater os R$ 16 milhões, incluindo todos os impostos, caiu para aproximadamente R$ 12 milhões. E a venda de Pedrinho, que deve ser oficializada nos próximos dias, certamente ajudará no fluxo de caixa, já que o negócio com o Benfica renderá 20 milhões de euros em algumas parcelas.

Mais dados sobre as contas do Corinthians:

- cerca de R$ 150 milhões de déficit no ano passado

- projeção para 2020 sem lucro, tampouco prejuízo

- metas para a temporada: 7º lugar no Brasileirão; oitavas na Copa do Brasil e oitavas na Libertadores

- R$ 493 milhões de receita no ano, contra R$ 454 milhões em 2019

- TV representa quase metade das receitas (R$ 231 milhões)

- R$ 459 milhões de despesas, contra R$ 514 milhões do último ano

- necessidade de reduzir R$ 60 milhões com gastos do futebol

- precisa obter R$ 66 milhões com vendas de atletas (Pedrinho renderá exatamente isso)

- expectativa de R$ 71 milhões de bilheteria

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